sexta-feira, 1 de julho de 2011

Morte da Rainha Senhora D. Amélia



Do Livro do Tombo poderemos extrair o seguinte:

ANO DE 1951

Em 25 de Outubro morre em Paris, na França, a última Rainha de Portugal D. Amélia de Orleans e Bragança, que visitou com seu marido, o Rei D. Carlos, os Açores em Julho de 1901. Atendendo á vontade espressa desta soberana, determinou o Govêrno Português que seus restos mortais, viessem repousar no Pantheon de S. Vicente de Fóra em Lisboa, junto de seu marido e filhos D. Carlos, D. Manuel II e o Infante D. Luis Filipe. Houve funerais nacionais. Nesta freguesia houve missa por alma da Rainha D. Amélia, tendo os sinos dobrado de manhã, ao meio dia e á noite.


= Ano de 1947 = Jardim da Igreja

A Igreja por sua parte mandou construir um jardim no terreno que lhe pertence, na sua trazeira, com rampas floridas e com um tanque com um repuxo ao meio e murado em toda a volta com arame farpado e com dois portões á frente.

Também foram pintados os vidros da igreja com o subsídio de quinhetos (500$00) escudos que a Junta de Freguesia ofereceu para este fim. O ferro da armação foi pintado nesta ocasião.

= Ano de 1946 = Cinema Ambulante



Cinema ambulante:

No passado dia 18 de Fevereiro esteve nesta freguesia uma camionete com uma máquina de projecção de filmes e toda a aparelhagem complementar mandada da Presidência do Conselho da República, percorrendo todas as freguesias da ilha e as demais ilhas. Foram exibidos os filmes “Viagem Presidencial de Carmona aos Açores em Julho de 1941” e o “Alla-arriba” (vida dos pescadores da Póvoa de Varzim). O Pároco dirigiu a palavra ao povo pelo microfone, agradecendo ao Govêrno da Nação a sua amabilidade para tantos que só agora pela primeira vez viram cinema.


Auto da erecção da Via Sacra na egreja parochial de São Paulo da Ribeira Quente

Conforme o Original (Livro do Tombo)

Aos vinte e quatro dias do mez de setembro do anno de mil novecentos e dezesete Sua Excelencia Reverendissima o Senhor Bispo d’esta Diocese d’Angra, Dom Manuel Damasceno da Costa fez a erecção Canonica da Via Sacra n’esta egreja parochial do Apostolo São Paulo da Ribeira Quente, do Concelho da Povoação segundo as regras prescriptas pela Sagrada Congregação das Indulgencias no dia dez de maio do anno de mil setecentos quarenta e dois, com a assitencia de alguns eclesiasticos e de muitos fieis. Assinarão in fidem este auto Sua Excelencia Reverendissima e todas as pessoas que o possam fazer.

Egreja parochial do Apostolo São Paulo, da Ribeira Quente, aos 24 de setembro de 1917.

+ Manuel, Bispo d’Angra

Conego José Moniz Betencourt

P. José Lucindo da Graça Sousa

P. Angelo d’Amaral

Pe. José de Paiva d’Amaral

Pe. José Cabral Lindo

P. Antonio Furtado de Andrade

Bruno Botelho

Pe. Guilherme da Silva Cabral

Christiano Furtado Couto

Pe. José Furtado do Couto

Antonio José Raposo

Pe. Manuel José Teixeira

Pe. Dionisio Moniz d’Almeida

Pe. Ernesto Jacinto Raposo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

PRIMEIRA PROCISSÃO EM HONRA DE SÃO PAULO



Dos Arquivos Paroquiais poderemos extrair a seguinte informação:

23 de Setembro do Ano de 1917

"Ás onze horas começou a festa em honra de S. Paulo que constou de missa cantada pelo Pe. Dionizio M. d’Almeida, coadjutor da Povoação e escrivão da Ouvidoria, acolitado pelos Rev. Andrade e Frederico, fazendo parte da capella alem dos mencionados o Rev. Bulhões de Villa Franca e em quem mais uma vez pregou o Rev. Vigario do Pico da Pedra um substancioso sermão. A esta festa não assistiu S. Excia. por se achar fadigado por tanto trabalho. De tarde em muito boa ordem saiu a procissão em que foram conduzidos os andores de S. Nicolau de Tolentino, San Paulo, Nossa Senhora da Graça e Menino Jesus; levando o Santo Lenho sob o palio o Rev. Teixeira acolitado pelos Revs. Andrade e Frederico, seguindo atraz do palio S. Excia. Rev.sima ladeado pelos Conego Bettencourt e Ouvidor da Povoação."

Passagem de Nossa Senhora de Fátima (Virgem Peregrina)




Ano de 1948



Dos Arquivos Paroquiais extraimos a seguinte noticia:

Em 23 de Junho, pelas dezoito horas e trinta minutos, a Imagem da Virgem de Fátima Peregrina, visita esta freguesia, sendo recebida com tal entusiásmo que raia pela loucura, atravessando os barcos todos de velas ao ar, baixando-as á maneira que a Senhora passava no seu carro triunfal. Toda a estrada, quasi dos túneis até á igreja, Espraiádo, com todas as colchas que há nas arcas, lençõis, verduras que parecia nunca mais acabar. Foi curado miraculosamente António Linhares de Deus Abarrota, sapateiro e comerciante que sofria á quasi três anos, de uma flebite numa perna, podendo já andar, ajoelhar-se o que não fazia há muito. Há ainda outras curas. A Imagem Peregrina veio de avião de Lisboa ao Campo de aviação das Lajes no dia treze de Junho, percorrendo esta ilha terceira e entrando em Ponta Delgada a vinte do citado mês e seguindo em viagem triunfal pelas restantes ilhas dos Açores, sempre alva das maiores manifestações que se tem visto, operando vários milagres de curas que a ciência julgava incuraveis. Aqui vai a referencia á Ribeira Quente que se encontra no livro “Nossa Senhora de Fátima Segunda jornada: Madeira, Açores, Africa Portuguesa”. Eis o comentário:
«Ribeira Quente… aqui o caso tornou-se sério!... os pescadores alinharam os barcos junto á terra e baixam as velas á passagem do cortejo. A hora avança e o Senhor Bispo entende que não pode consentir em mais demora. O quê?! Nossa Senhora não há-de ir á igreja que eles prepararam com tanto esmero?! Ah! Isso nunca!... E arrojam-se ao chão… seguram o carro e não deixam seguir. De nada valem os bons conselhos, as palavras já mais impacientes, a voz autoritária. Nada os demove!... Querem Nossa Senhora na sua igreja. E não houve remédio senão fazer-lhes vontade. Indisciplina? A Senhora de certo teria assistido sorridente do alto céu, com todos os seus anjos a esta luta na terra. Não seria uma prova de amor dos pescadores?...
As velas dos barcos lá continuaram curvadas em sinal de reverência. E os homens corriam com garrafas cheias de água salgada a tocar a milagrosa Imagem. Para que? Eles mesmos dão a resposta: quando um dia o mar se erguer em fúria, pronto a engolir num momento as suas frágeis barquinhas, a água que tocou a Senhora derramada sobre ele, acalmará as vagas alterosas»…

ANO DE 1976



Ano de 1976 – Novo Cemitério