Mário Rêgo
Blog sobre a História da Freguesia da Ribeira Quente, Concelho da Povoação, Ilha de São Miguel - Açores.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
TRADIÇÕES EM IMAGENS
Mário Rêgo
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O LUGAR DO AGRIÃO
A Ribeira Quente é uma freguesia portuguesa do concelho da Povoação, com 9,88 km² de área, 798 habitantes (2001) e densidade de 80,8 hab/km².
A Ribeira Quente foi elevada à categoria de freguesia a 24 de Junho de 1943 pelo decreto-lei n.º 32867 da então Direcção Geral da Administração Política e Civil do Ministério do Interior.
Esta Freguesia tem o seu limite a nascente com a Ribeira do Agrião.
A Ribeira Quente no século XVI era uma continuidade de Ponta Garça, sendo usada por muitos vizinhos desta mesma freguesia e de gente rica de Vila Franca do Campo, que foram plantando vinhas e árvores de frutos que frutificavam abundantemente.
Formou-se assim um lugar frequentado de Verão pelos proprietários das referidas terras, incluindo as da Ribeira do Agrião, que para lá iam, na época das colheitas e vindimas e por outras pessoas atraídas pelo pitoresco do sitio e da beira-mar, e lá veraneavam. A Ribeira Quente era nesses anos iniciais do povoamento, antes de mais, e parece-nos importante frisar este ponto, lugar de veraneio das gentes abastadas de Vila Franca do Campo, Ponta Garça, Furnas e Povoação.
O Solar e a Capelinha do Senhor da Aflição – pelos populares conhecida pela Capelinha do Senhor dos Aflitos devem ter sido construídos entre os séculos XVI ou XVII. O magnifico Forte que ainda hoje lá se encontra fora construindo um pouco mais tarde e com pedra vinda por barcos de Vila Franca do Campo.
Esta propriedade era propriedade do Dr. Jacinto de Vasconcelos Franco e na actualidade de um dos seus herdeiros Sr. Luís Vasconcelos Franco.
Apesar de não encontrar-mos nenhum testemunho escrito e o deve haver em arquivos de família e nos registos dos livros de Visitas que se encontram no arquivo da Igreja Paroquial de Ribeira Quente, pensa-se que a sua construção situa-se como acima já referi entre os séculos XVI e XVII, quando a ilha e as localidades entre Faial da Terra e da Ribeira Quente eram assoladas pelos piratas, que ai desembarcavam, saqueavam, incendiavam e matavam os seus habitantes indefesos.
Trata-se dum oratório particular dos donos do lugar e da sua vizinhança, que muitas vezes e ainda hoje lá vão em romaria, pelos trilhos da Ribeira e da Lobeira, pagar as suas promessas, fazer as suas orações a pedir-lhe diversas graças em horas de aflição.
No interior da Capelinha existe um altar simples em pedra trabalhada à mão e com um crucifixo com o Cristo agonizante e em aflição que segundo diz uma lenda antiga pelo mar encalhou no calhau da Ribeira do Agrião. Existem também de grande valor histórico duas telas rectangulares com as figuras de São Pedro e São Paulo, bem como o relógio solar ao cimo da Capelinha.
No começo da década de setenta já existia uma casa de veraneio alcandorada no principio das rochas da falésia do atalho da Ponta do Garajau, pertencente à família Franco, velha proprietária de toda a vertente poente do lado da Ribeira do Agrião.
Na Paróquia de São Lourenço de Bustos (Continente Português) existe uma Capela com uma imagem do Senhor dos Aflitos do ano de 1818. Observando os crucifixos do Senhor dos Aflitos da Ribeira do Agrião e de São Lourenço de Bustos verificamos muitas semelhanças entre eles.
A Ribeira Quente foi elevada à categoria de freguesia a 24 de Junho de 1943 pelo decreto-lei n.º 32867 da então Direcção Geral da Administração Política e Civil do Ministério do Interior.
Esta Freguesia tem o seu limite a nascente com a Ribeira do Agrião.
A Ribeira Quente no século XVI era uma continuidade de Ponta Garça, sendo usada por muitos vizinhos desta mesma freguesia e de gente rica de Vila Franca do Campo, que foram plantando vinhas e árvores de frutos que frutificavam abundantemente.
Formou-se assim um lugar frequentado de Verão pelos proprietários das referidas terras, incluindo as da Ribeira do Agrião, que para lá iam, na época das colheitas e vindimas e por outras pessoas atraídas pelo pitoresco do sitio e da beira-mar, e lá veraneavam. A Ribeira Quente era nesses anos iniciais do povoamento, antes de mais, e parece-nos importante frisar este ponto, lugar de veraneio das gentes abastadas de Vila Franca do Campo, Ponta Garça, Furnas e Povoação.
O Solar e a Capelinha do Senhor da Aflição – pelos populares conhecida pela Capelinha do Senhor dos Aflitos devem ter sido construídos entre os séculos XVI ou XVII. O magnifico Forte que ainda hoje lá se encontra fora construindo um pouco mais tarde e com pedra vinda por barcos de Vila Franca do Campo.
Esta propriedade era propriedade do Dr. Jacinto de Vasconcelos Franco e na actualidade de um dos seus herdeiros Sr. Luís Vasconcelos Franco.
Apesar de não encontrar-mos nenhum testemunho escrito e o deve haver em arquivos de família e nos registos dos livros de Visitas que se encontram no arquivo da Igreja Paroquial de Ribeira Quente, pensa-se que a sua construção situa-se como acima já referi entre os séculos XVI e XVII, quando a ilha e as localidades entre Faial da Terra e da Ribeira Quente eram assoladas pelos piratas, que ai desembarcavam, saqueavam, incendiavam e matavam os seus habitantes indefesos.
Trata-se dum oratório particular dos donos do lugar e da sua vizinhança, que muitas vezes e ainda hoje lá vão em romaria, pelos trilhos da Ribeira e da Lobeira, pagar as suas promessas, fazer as suas orações a pedir-lhe diversas graças em horas de aflição.
No interior da Capelinha existe um altar simples em pedra trabalhada à mão e com um crucifixo com o Cristo agonizante e em aflição que segundo diz uma lenda antiga pelo mar encalhou no calhau da Ribeira do Agrião. Existem também de grande valor histórico duas telas rectangulares com as figuras de São Pedro e São Paulo, bem como o relógio solar ao cimo da Capelinha.
No começo da década de setenta já existia uma casa de veraneio alcandorada no principio das rochas da falésia do atalho da Ponta do Garajau, pertencente à família Franco, velha proprietária de toda a vertente poente do lado da Ribeira do Agrião.
Na Paróquia de São Lourenço de Bustos (Continente Português) existe uma Capela com uma imagem do Senhor dos Aflitos do ano de 1818. Observando os crucifixos do Senhor dos Aflitos da Ribeira do Agrião e de São Lourenço de Bustos verificamos muitas semelhanças entre eles.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
MUDANÇA DE PÁROCO - BEM VINDO PADRE RICARDO

Que fique registado na história desta terra que 04 de Outubro de 2009, deu entrada nesta Paróquia e Freguesia o Padre Ricardo Manuel Melo Pimentel.
O Padre Ricardo Pimentel é Natural da Ilha de São Miguel, mais propriamente da Vila de Rabo de Peixe.
Foi Pároco na Igreja de São Pedro Biscoitos e Altares - Ilha Terceira de 2003 a 2009.
Esteve presente à sua entrada sua Excia. Reverendissima o Vigário Episcopal para a Ilha de São Miguel Padre Doutor Octávio Henrique de Medeiros.
Bem Vindo Padre Ricardo e bom trabalho como pároco de Furnas e Ribeira Quente.
Fotografia retirada do site: http://cid-602f88a78d46d670.skydrive.live.com/self.aspx/.res/602F88A78D46D670!308/602F88A78D46D670!309
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Praia da Ribeira Quente (Fogo)

A praia da Ribeira Quente fica no Lugar do Fogo.
É um extenso areal junto a uma baía onde a existência de nascentes hidrotermais submarinas torna a água do mar tépida principalmente ao final da tarde e noite.
É uma das praias mais famosas e mais frequentadas na zona sul da ilha de São Miguel e uma referência na nossa região autonoma.
Uma paisagem única, onde sobressai o contraste entre o azul das águas e o verde das serras e montes que envolvem a praia.
ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS V

GRUPO FOLCLORICO - SÃO PAULO - RIBEIRA QUENTE
HISTÓRIA
Em Novembro de 1993 nasceu o Grupo Folclórico de São Paulo em Ribeira Quente.
É um grupo constituído por 32 elementos. Este número tem variado um pouco ao longo dos anos devido às saídas e entradas de novos elementos.
Após algum período de ensaios intensivos e de investigação histórica dos usos e costumes desta Freguesia, começou por exibir em tempo recorde alguns balhos.
Em simultâneo teve inicio uma escola de música que permitiu formar, relativamente depressa, tocadores de Viola da Terra e Violão que ingressaram de imediato neste grupo.
As primeiras actuações realizaram-se, como é normal, na própria Freguesia, mas depressa foram surgindo vários convites que já transportaram o Grupo um pouco por toda a Ilha de S. Miguel.
Este Grupo tem participado em vários festivais de Folclore e em várias festas do Concelho e fora dele.
A primeira deslocação fora da região foi em Agosto de 1999, aos Estados Unidos e Canadá, mais concretamente a Montreal, Toronto, Fall River e New Bedford. O Grupo tem participado em vários festivais e festas na Ilha de São Miguel e Continente Português.
(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/Grupo%20Folclorico%20Sao%20Paulo.htm)
ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS IV

GRUPO DE VIOLAS DA RIBEIRA QUENTE
HISTÓRIA
O Grupo de Violas da Ribeira Quente surgiu numa altura em que na Freguesia aparecia um novo leque de tocadores após duas Escolas de Viola da Terra e Violão. Na sequência destas Escolas, os tocadores juntavam-se uma vez por semana, ao Domingo, na casa de Adelino Carvalho, para tocar em conjunto e consolidar conhecimentos.
Aos Violões e Violas da Terra juntou-se um acordeão.
Durante mais de um ano este grupo de 10 a 15 músicos ensaiou por gosto e dedicação. Actuou no Império do Espírito Santo do Pentecostes, da Trindade e fez uma apresentação na Mordomia de São João em 1996, só com temas instrumentais. Nesta altura o grupo “saiu de casa” e começou a acompanhar as Domingas do Espírito Santo e a participar na Distribuição de Pensões na Freguesia.
Será então mais correcto apontar a formação deste grupo para 1996, quando se assumiu como tal perante a Freguesia.
Ao longo destes 10 anos o grupo tem sido requisitado um pouco por toda a Ilha para fazer as Pensões, Coroações, Domingas, Mudanças de Coroa.
Em 2003 o Grupo participou no programa Atlântida dedicado ao Concelho da Povoação, por convite da RTP Açores e da Câmara Municipal da Povoação, tendo sido esta a sua primeira actuação de palco. Desta actuação resultou um convite para se deslocarem aos Estados Unidos da América para actuar na Festa da Matança do Porco da Associação Saudades da Terra em Dezembro do mesmo ano.
Em Novembro de 2003 o Grupo gravou um pequeno trabalho musical com 14 temas, sendo a maior parte originais e outros resultado de uma recolha da música tradicional que se fazia na Ribeira Quente.
Em Janeiro de 2004 o Grupo deslocou-se à Bolsa de Turismo de Lisboa para representar o Concelho da Povoação a convite da Câmara Municipal.
O Grupo tem actuado com frequência no Concelho e continua a acompanhar as Domingas um pouco por todas a Freguesias deste.
Actualmente o Grupo conta com 7 elementos que são: Guilherme Linhares (Viola da Terra e Voz), Jaime Cardoso (Violão e Voz), César Manuel Carvalho (Violão e Voz), Rafael Carvalho (Viola da Terra e Voz), Ludgero Linhares (Viola da Terra e Voz), David Rita (Acordeão e Voz) e Pedro Braga (Violão e Voz).
(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/Grupo%20de%20Violas%20da%20Ribeira%20Quente.htm)
ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS III

COOPERATIVA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA - PESCADORES DA RIBEIRA QUENTE
HISTÓRIA
A Cooperativa de Economia Solidária Pescadores da Ribeira Quente, CRL, existe desde Maio de 1998 e surgiu do projecto de Luta Contra a Pobreza “Valorizar” que teve como promotor o Centro Social e Paroquial da Ribeira Quente e que tinha como objectivo principal a criação de uma rede de pólos de desenvolvimento local, abrangendo diferentes grupos alvo, procurando promover uma maior diversificação de actividades económicas e de apoio social comunitário que devidamente articulados poderiam gerar um movimento constante de mudança sócio-cultural capacitando as pessoas a serem protagonistas da sua própria valorização e do seu projecto de vida.
A implementação da Cooperativa de Economia Solidária Pescadores da Ribeira Quente onde está sedeada veio facilitar em elevada escala, a vida dos Armadores e Pescadores, não só diminuindo ou mesmo acabando com as deslocações dos pescadores a outros locais para abastecimento, prestando-lhes apoio em questões directamente relacionadas com a gestão das embarcações e na sua relação com a Lotaçor, Capitania do Porto de Ponta Delgada, Direcção Regional das Pescas e Instituto dos Transportes Marítimos, intermediários de qualquer mestre de uma embarcação.
No que concerne ás famílias dos pescadores, permitiu criar postos de trabalho, em regime de part-time, beneficiários do rendimento social de inserção, contribuindo para a melhoria das suas condições de vida e responsabilização pelo cargo preenchido no local de trabalho.
Em Maio de 1998 foi celebrada escritura e estatutos da cooperativa em que a Direcção, Conselho Fiscal e Assembleia-Geral foram os armadores e pescadores da freguesia.
Neste momento a Cooperativa é a entidade gestora do Porto de Pesca da Ribeira Quente e Posto de Recolha de Pescado, tem a seu cargo 10 funcionários.
(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/cooperativa.htm)
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