quinta-feira, 14 de maio de 2009

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS V


GRUPO FOLCLORICO - SÃO PAULO - RIBEIRA QUENTE

HISTÓRIA

Em Novembro de 1993 nasceu o Grupo Folclórico de São Paulo em Ribeira Quente.

É um grupo constituído por 32 elementos. Este número tem variado um pouco ao longo dos anos devido às saídas e entradas de novos elementos.

Após algum período de ensaios intensivos e de investigação histórica dos usos e costumes desta Freguesia, começou por exibir em tempo recorde alguns balhos.

Em simultâneo teve inicio uma escola de música que permitiu formar, relativamente depressa, tocadores de Viola da Terra e Violão que ingressaram de imediato neste grupo.

As primeiras actuações realizaram-se, como é normal, na própria Freguesia, mas depressa foram surgindo vários convites que já transportaram o Grupo um pouco por toda a Ilha de S. Miguel.

Este Grupo tem participado em vários festivais de Folclore e em várias festas do Concelho e fora dele.

A primeira deslocação fora da região foi em Agosto de 1999, aos Estados Unidos e Canadá, mais concretamente a Montreal, Toronto, Fall River e New Bedford. O Grupo tem participado em vários festivais e festas na Ilha de São Miguel e Continente Português.


(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/Grupo%20Folclorico%20Sao%20Paulo.htm)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS IV


GRUPO DE VIOLAS DA RIBEIRA QUENTE

HISTÓRIA

O Grupo de Violas da Ribeira Quente surgiu numa altura em que na Freguesia aparecia um novo leque de tocadores após duas Escolas de Viola da Terra e Violão. Na sequência destas Escolas, os tocadores juntavam-se uma vez por semana, ao Domingo, na casa de Adelino Carvalho, para tocar em conjunto e consolidar conhecimentos.

Aos Violões e Violas da Terra juntou-se um acordeão.

Durante mais de um ano este grupo de 10 a 15 músicos ensaiou por gosto e dedicação. Actuou no Império do Espírito Santo do Pentecostes, da Trindade e fez uma apresentação na Mordomia de São João em 1996, só com temas instrumentais. Nesta altura o grupo “saiu de casa” e começou a acompanhar as Domingas do Espírito Santo e a participar na Distribuição de Pensões na Freguesia.

Será então mais correcto apontar a formação deste grupo para 1996, quando se assumiu como tal perante a Freguesia.

Ao longo destes 10 anos o grupo tem sido requisitado um pouco por toda a Ilha para fazer as Pensões, Coroações, Domingas, Mudanças de Coroa.

Em 2003 o Grupo participou no programa Atlântida dedicado ao Concelho da Povoação, por convite da RTP Açores e da Câmara Municipal da Povoação, tendo sido esta a sua primeira actuação de palco. Desta actuação resultou um convite para se deslocarem aos Estados Unidos da América para actuar na Festa da Matança do Porco da Associação Saudades da Terra em Dezembro do mesmo ano.

Em Novembro de 2003 o Grupo gravou um pequeno trabalho musical com 14 temas, sendo a maior parte originais e outros resultado de uma recolha da música tradicional que se fazia na Ribeira Quente.

Em Janeiro de 2004 o Grupo deslocou-se à Bolsa de Turismo de Lisboa para representar o Concelho da Povoação a convite da Câmara Municipal.

O Grupo tem actuado com frequência no Concelho e continua a acompanhar as Domingas um pouco por todas a Freguesias deste.

Actualmente o Grupo conta com 7 elementos que são: Guilherme Linhares (Viola da Terra e Voz), Jaime Cardoso (Violão e Voz), César Manuel Carvalho (Violão e Voz), Rafael Carvalho (Viola da Terra e Voz), Ludgero Linhares (Viola da Terra e Voz), David Rita (Acordeão e Voz) e Pedro Braga (Violão e Voz).


(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/Grupo%20de%20Violas%20da%20Ribeira%20Quente.htm)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS III


COOPERATIVA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA - PESCADORES DA RIBEIRA QUENTE

HISTÓRIA

A Cooperativa de Economia Solidária Pescadores da Ribeira Quente, CRL, existe desde Maio de 1998 e surgiu do projecto de Luta Contra a Pobreza “Valorizar” que teve como promotor o Centro Social e Paroquial da Ribeira Quente e que tinha como objectivo principal a criação de uma rede de pólos de desenvolvimento local, abrangendo diferentes grupos alvo, procurando promover uma maior diversificação de actividades económicas e de apoio social comunitário que devidamente articulados poderiam gerar um movimento constante de mudança sócio-cultural capacitando as pessoas a serem protagonistas da sua própria valorização e do seu projecto de vida.

A implementação da Cooperativa de Economia Solidária Pescadores da Ribeira Quente onde está sedeada veio facilitar em elevada escala, a vida dos Armadores e Pescadores, não só diminuindo ou mesmo acabando com as deslocações dos pescadores a outros locais para abastecimento, prestando-lhes apoio em questões directamente relacionadas com a gestão das embarcações e na sua relação com a Lotaçor, Capitania do Porto de Ponta Delgada, Direcção Regional das Pescas e Instituto dos Transportes Marítimos, intermediários de qualquer mestre de uma embarcação.

No que concerne ás famílias dos pescadores, permitiu criar postos de trabalho, em regime de part-time, beneficiários do rendimento social de inserção, contribuindo para a melhoria das suas condições de vida e responsabilização pelo cargo preenchido no local de trabalho.

Em Maio de 1998 foi celebrada escritura e estatutos da cooperativa em que a Direcção, Conselho Fiscal e Assembleia-Geral foram os armadores e pescadores da freguesia.

Neste momento a Cooperativa é a entidade gestora do Porto de Pesca da Ribeira Quente e Posto de Recolha de Pescado, tem a seu cargo 10 funcionários.


(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/cooperativa.htm)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS II


ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA MARÉ VIVA

HISTÓRIA

O nome MARÉ VIVA surge no âmbito de um projecto de
criação de uma Associação Cultural e Desportiva na Freguesia da Ribeira Quente. Por iniciativa de um grupo de jovens, sendo eles Dinis Melo, João Cardoso, Gualberto Rita, Rui Fravica e Mário Fravica, esta Associação é constituída em 16 de Março de 1994, com aprovação da denominação escolhida pelos fundadores Sendo a Ribeira Quente uma Freguesia que se tem vindo a desenvolver significativamente a, a criação de um organismo de carácter associativista, capaz de congregar os interesses de uma população é uma necessidade à qual não nos pudemos alhear, daí a iniciativa de construir a ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA MARÉ VIVA. Deste modo as actividades recreativas, culturais e desportivas levadas a cabo na Freguesia ganharam uma maior dimensão tanto a nível do desenvolvimento local como a nível de projecção para o exterior dos valores que caracterizam esta Freguesia, a qual com o passar dos tempos se tornou um lugar cada vez mais apetecível.

Desde a sua constituição a Associação assumiu a organização dos eventos desportivos que durante o ano decorrem na Freguesia, da qual destacamos os torneios de futebol 5, volley de praia, torneios de bilro…

Em termos culturais as actividades desta associação atingem o seu auge com a realização da Semana do Chicharro que como é do conhecimento geral constitui o principal cartaz turístico da Freguesia, sendo ainda um dos mais importantes pólos de animação do concelho da Povoação. Realçamos ainda o regresso à terra natal dos nossos emigrantes que muito tem contribuído para o desenvolvimento e projecção de Freguesia na diáspora. Durante uma semana a MARÉ VIVA proporciona aos habitantes da Ribeira Quente e a todos os que se deslocam a esta Freguesia momentos de verdadeira animação.

Ao longo dos anos que marcaram a existência da ASSOCIAÇÃO MARÉ VIVA, e sempre com maior incidência na altura da realização da semana do Chicharro, foram levadas a efeito várias actividades culturais como seja a exposição de fotografias alusivas à realidade local, e mais propriamente a pesca, ainda as demonstrações de riqueza da gastronomia local e ainda o lançamento de alguns livros, quer pela ligação dos seus autores a esta terra quer pela temática abordada nos mesmos.

O desporto assume um papel preponderante neste Freguesia como forma de ocupação dos tempos livres e manutenção de hábitos de vida saudável. Esta Associação veio neste contexto revitalizar a prática desportiva na Freguesia quer na organização de eventos desportivos bem como no apoio a deslocações de equipas representativas da Freguesia para o exterior, possibilitando o convívio entre jovens.


(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/Associacao%20Mare%20Viva.htm)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS I


ASSOCIAÇÃO SAUDADES DA TERRA QUEBEQUENTE

HISTÓRIA

A ideia de fundar esta Associação, dos naturais da Ribeira Quente a residirem na cidade de Montreal e arredores na província do Quebeque, nasceu logo após o dia 28 de Setembro de 1996, no salão de festas da igreja Santa Cruz, onde foi realizado com o intuito de comemorar os 20 anos de carreira artística do conjunto Sky-Queen e convívio em honra de São Paulo da Ribeira Quente. Este evento foi organizado pelo empresário Luís Arruda.
Foi manifestado um forte desejo por parte de muitos que se encontravam na sala para que eventos destes acontecessem com regularidade.
Entusiasmados com a ideia, inicialmente João Paulino Linhares, Natalina Furtado e Mário Carvalho mais tarde juntaram-se ao grupo António Costa, Liberato Furtado,Angelo Peixoto, Victor Carvalho, José Manuel Pimentel e o João Gonçalo.
No dia 19 de Outubro de 1996 reuniram-se pela primeira vez para preparar a fundação da Associação e definir seus objectivos. Neste dia foi aprovado por todos que a associação iria realizar todos os anos um convívio em Honra de São Paulo e na primavera a festa do chicharro.


Primeira direcção provisória:

Presidente: João Paulino Linhares;

Vice-presidente: Liberato Furtado;

Secretario : Mário Carvalho:

Tesoureiro: António Costa;

Vogais: Natalina Furtado, Victor Carvalho, José Linhares, João Gonçalo, Ângelo Peixoto, José Domingues Silva.


A elaboração dos seus estatutos e legalização da Associação só foi possível graças a colaboração do contabilista Emanuel Linhares Mariense filho de pais naturais da Ribeira Quente.

Foi no dia 15 de Janeiro do ano de 1997 que a Associação Saudades Da Terra Quebequente, foi registada oficialmente na província do Quebeque país Canadá.
Depois de então tem realizado como previsto todos os anos em Abril, Festa do Chicharro, prato principal chicharros fritos. Em Setembro convívio em Honra de São Paulo da Ribeira Quente. Todos os anos têm sido homenageados homens e mulheres oriundos da nossa freguesia e que têm dignificado e sido exemplos de vida para todos nós. Nas suas festas têm dado preferência aos artistas naturais e com ligações afectivas a Ribeira Quente.

Hoje a Associação Saudades da Terra é conhecida em Montreal por ter tido muito sucesso nos eventos que tem organizado, fruto do trabalho dos membros da direcção, familiares e amigos que ao longo de todos estes anos têm dado o melhor dos seus conhecimentos benevolamente, para enaltecer o nome da nossa terra. Têm ajudado com donativos em dinheiro, junta de freguesia, igreja de São Paulo, agrupamento de escuteiros, Mordomia do Espirito Santo, e algumas pessoas que têm tido problemas nas suas vidas pessoais.

Em Montreal tem patrocinado uma equipa de futebol com alguns jovens da Ribeira Quente Club. J.P.

Organizou festas para angariação de fundos para ajuda das vítimas de inundações e catástrofes naturais, que aconteceram na freguesia durante os últimos 10 anos.

Localmente, homenageia todos os defuntos naturais da freguesia enviando flores para o seu funeral.

Todos os anos reune-se em assembleia geral os membros para apresentar contas e eleger os novos membros da direcção.

Tem uma situação financeira muito positiva que garante a continuação das suas actividades no futuro.

Não tem ligação política com nenhum partido tanto no Canada como em Portugal.


Presentemente a Associaçao é Presidida por:

Roberto Carvalho

Vice-Presidente:

Jose Cabral

Tesoureiro:

José Francisco Gafanhoto

Secretario:

Tito Carvalho

Vogais:

Joao Branco

Jerry Arruda

João Gonçalo

Alex Tiburcio

Roberto Abarrota

António Chico


(Fonte:http://www.quebequente.com/quemsomos.html)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS



ASSOCIAÇÃO SAUDADES DA TERRA - RIBEIRA QUENTE/U.S.A.

HISTÓRIA

A Associação Cultural Saudades da Terra, Ribeira Quente, U.S.A., foi fundada em Setembro de 1995, por iniciativa de um grupo de Ribeiraquentenses radicados nos USA, mais concretamente na cidade de New Bedford. Longe da sua Terra Natal, sentiram a necessidade de estreitar entre si lacos de amizade, de partilharem experiencias vividas, nao so em "Terras do Tio Sam" como em Terras "Lusas" - Ribeira Quente.

O dinamismo deste grupo de pessoas foi gradualmente se expandindo e consequentemente originou uma Associacao.

É uma Associação sem fins lucrativos, cujos principais objectivos visam essencialmente defender e preservar o patrimonio socio-cultural Ribeiraquentense legado pelos nossos antepassados.

É com esta filosofia que se realiza anualmente no mês de Maio o convivio, em que a Direcção da Associação convida uma pessoa natural da Ribeira Quente, que se designa por "Convidado de Honra" que se notabilizou profissionalmente, defensor dos interesses da nossa Terra, levando ao outro lado do Atlântico uma mensagem de saudade, bem como dar conhecimento dos acontecimentos que se passaram ao longo do ano no nosso "Torrão Natal".

Estes convivios servem para aproximar os Ribeiraquentenses, de modo que os mesmos voltam as origens cheios de saudade, alegria e boa disposição para reverem lugares que nunca deixaram de ser deles apesar da distancia. Recordam, com alguma mistica, os tempos que ja la vão, tentando por todos os meios preservar a identidade da cultura, usos, costumes e tradições, porque reconhecem o desafio/ameaças que os tempos modernos representam. Sempre que se realiza o convivio ha sempre aquela alegria, cor, movimento, calor humano e consequentemente, uma maior vontade de viver e recordar tudo aquilo que deixaram para trás, na esperança, porem, de um dia regressar.

É nesta data do convivio que a Associação com muito esforco e dedicacao todos os anos publica um livrinho que é de relevante interesse, nomeadamente em que qualquer pessoa pode dar o seu testemunho de uma longa vida passada, bem como transmitir o que lhe vai na alma, um acto de saudade. E de referir que a Associação comemora tambem um dia festivo e muito apreciado "A Matança do Porco" em que um grupo de pessoas se juntam para mais um ambiente caloroso.

Um dos objectivos tambem da Associação e a atribuição de bolsas de estudo a estudantes, que queiram ingressar no ensino superior.




Fundadores

Daciano DeMelo, presidente;

António Pimentel, vice presidente;

António Jose Pexia, secretário;

Jose DeMelo "Zeca", tesoureiro;

Norberto Alexandre, director.

Eduardo Linhares, director musical;

Antero Coelho, director;

Luis Medeiros, director;

Durval Amaral, director;

Eusébio Rego, director.


(Fonte:http://www.saudadesdaterra.com/historia_da_associacao.htm)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CARACTERIZAÇÃO GEOLÓGICA

Geomorfologia
A ilha de São Miguel é constituída por oito regiões geomorfológicas distintas: • Maciço vulcânico das Sete Cidades; • Região dos Picos; • Maciço vulcânico de Água De Pau (Fogo); • Planalto da Achada das Furnas; • Vulcão das Furnas; • Vulcão da Povoação; • Região da Tronqueira e do Nordeste; • Plataforma Litoral do Norte.

Rede Hidrográfica
Uma parte da freguesia da Ribeira Quente sofre pela rede Hidrográfica existente, quando as condições climatéricas são extremas (Precipitação Elevada) que caracterizam a ilha de São Miguel no Inverno à ocorrência de cheias e derrocadas.


Geologia
A Freguesia da Ribeira Quente (Concelho da Povoação) na zona nordeste da costa sul é constituída por Andesitos e Andesitos Períodotíticos enquanto que na zona noroeste da costa sul é constituída por material Complexo Basáltico Nordeste. O material que abrange a maior parte da Freguesia é os Materiais Piroclásticos e Materiais de Projecção (Cor Salmão), enquanto que na zona centro encontra-se a (Cinzento) Rochas eruptivas, Traquilos e Latilos.


Tectónica
É muito visíveis filões, falhas e deslizamentos na Freguesia. A freguesia situa-se numa área sísmica marcada pela presença de estruturas tectónicas regionais e também pela presença dos sistemas vulcânicos das Furnas e Povoação.

Riscos Geológicos
Dos diversos riscos geológicos existentes destacam-se os movimentos de massas, as cheias e enxurradas e, finalmente, os riscos vulcânicos e sísmicos.

Movimentos de Massas
O território desenvolve-se no sector mais antigo na ilha de S. Miguel. Os movimentos de massa representam geomorfologicamente um dos principais processos activos que se encontram presentes na maior parte das taludes. As áreas de elevada cota, com declives acentuados, proporcionam extensos movimentos de massa, correspondente às enormes quantidades de material deslocado. Por outro lado a alteração geoquímica de importantes formações vulcânicas, ligadas a factores geocronológicos, permitem o aparecimento de algumas áreas geotecnicamente instáveis geralmente em vales apertados.

Cheias e Enxurradas
Ciclicamente, as Ilhas dos Açores são atingidas por cheias e enxurradas. As chuvas intensas, a acção Humana outros factores da natureza geodinâmica contribuem para o desencadear de situações de catástrofe. Em termos recentes, a área foi alvo de diversas cheias que afectam o território. A zona apresenta um perigo elevado de cheias e enxurradas que advêm dos factores de localização geográfica e de configuração topográfica do espaço, que promovem uma elevada precipitação, por vezes torrencial. As características particulares geomorfológicas dendríticas e encaixadas das redes de drenagem de características perenes ou torrenciais e as zonas de acondicionamento dos afluentes acumulam rapidamente grandes quantidades de água. O declive, a altitude das camadas, a vegetação, a cobertura dos solos, e a meteorização contribuem para o agravamento no desenvolvimento de torrentes.

Perigo e risco vulcânico e sísmico
Os sismos, para além de promoverem as conhecidas oscilações no terreno, poderão introduzir, de acordo com diversas características, a formação de movimentos de massa, liquefacção do terreno, avalanches, descontinuidades no terreno ao longo de falhas, tsunamis, cheias resultantes do colapso de taludes e fogos. A propagação das ondas sísmicas parece fazer-se principalmente ao longo das falhas, dos desligamentos e dos filões. A espessura dos depósitos piroclásticos no terreno aumenta a perigosidade, tal como a presença de depósitos aluvionares que poderão amplificar as ondas sísmicas através do fenómeno - “efeito de sítio”.

Uso do Solo
O sistema de Classificação de Capacidade de Uso do Solo é estabelecido com base na identificação das limitações permanentes do solo, ou seja das características do solo que em combinação com o clima execrem um efeito adverso na utilização dos solos. O sistema de Classificação de Capacidade de Uso, desenvolvido por Sampaio, Pinheiro & Madruga (1986), que consta no Quadro XXI , considera 7 classes de uso, em que a intensidade das limitações vai aumentando gradualmente da Classe I para a Classe VII. As primeiras Classes, de I a IV, compreendem os solos aráveis, ocupados por cobertos vegetais permanentes como as pastagens, as plantações florestais ou zonas de matos de vegetação natural.

Geomorfologia e Rede Hidrográfica


Pela análise da distribuição espacial das classes de capacidade de uso do solo na freguesia da Ribeira Quente (concelho Povoação), a partir da Figura

e do Quadro , é de realçar a ausência de solos aráveis (Classes I e IV), o que restringe os potenciais usos a práticas florestais muito pouco existentes face á reduzida capacidade de carga existente e obrigatoriamente valorizantes do ponto de vista ecológico e conservacionista. Porém, face aos valores relativos de ocupação do solo representados no Quadro acima pelas áreas de “Floresta de Produção”, podemos concluir que os usos estabelecidos excedem em larga escala a capacidade que o sistema biofísico tem de os suportar, aumentando assim drasticamente a probabilidade de ocorrência de catástrofes naturais (erosão acentuada, derrocadas e enxurradas, nomeadamente), sendo por essa razão aconselhada uma progressiva reconversão de ocupação do solo actualmente dominante por outra com impacte muito menor, como a plantação de espécies endémicas com carga adequada.

Ecologia
É protegida a zona norte da Ribeira Quente devido à Lagoa das Furnas por ser uma zona húmida onde à muita diversidade de Avifauna, Flora e Habitats.

(Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeira_Quente)