quinta-feira, 14 de maio de 2009

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS V


GRUPO FOLCLORICO - SÃO PAULO - RIBEIRA QUENTE

HISTÓRIA

Em Novembro de 1993 nasceu o Grupo Folclórico de São Paulo em Ribeira Quente.

É um grupo constituído por 32 elementos. Este número tem variado um pouco ao longo dos anos devido às saídas e entradas de novos elementos.

Após algum período de ensaios intensivos e de investigação histórica dos usos e costumes desta Freguesia, começou por exibir em tempo recorde alguns balhos.

Em simultâneo teve inicio uma escola de música que permitiu formar, relativamente depressa, tocadores de Viola da Terra e Violão que ingressaram de imediato neste grupo.

As primeiras actuações realizaram-se, como é normal, na própria Freguesia, mas depressa foram surgindo vários convites que já transportaram o Grupo um pouco por toda a Ilha de S. Miguel.

Este Grupo tem participado em vários festivais de Folclore e em várias festas do Concelho e fora dele.

A primeira deslocação fora da região foi em Agosto de 1999, aos Estados Unidos e Canadá, mais concretamente a Montreal, Toronto, Fall River e New Bedford. O Grupo tem participado em vários festivais e festas na Ilha de São Miguel e Continente Português.


(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/Grupo%20Folclorico%20Sao%20Paulo.htm)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS IV


GRUPO DE VIOLAS DA RIBEIRA QUENTE

HISTÓRIA

O Grupo de Violas da Ribeira Quente surgiu numa altura em que na Freguesia aparecia um novo leque de tocadores após duas Escolas de Viola da Terra e Violão. Na sequência destas Escolas, os tocadores juntavam-se uma vez por semana, ao Domingo, na casa de Adelino Carvalho, para tocar em conjunto e consolidar conhecimentos.

Aos Violões e Violas da Terra juntou-se um acordeão.

Durante mais de um ano este grupo de 10 a 15 músicos ensaiou por gosto e dedicação. Actuou no Império do Espírito Santo do Pentecostes, da Trindade e fez uma apresentação na Mordomia de São João em 1996, só com temas instrumentais. Nesta altura o grupo “saiu de casa” e começou a acompanhar as Domingas do Espírito Santo e a participar na Distribuição de Pensões na Freguesia.

Será então mais correcto apontar a formação deste grupo para 1996, quando se assumiu como tal perante a Freguesia.

Ao longo destes 10 anos o grupo tem sido requisitado um pouco por toda a Ilha para fazer as Pensões, Coroações, Domingas, Mudanças de Coroa.

Em 2003 o Grupo participou no programa Atlântida dedicado ao Concelho da Povoação, por convite da RTP Açores e da Câmara Municipal da Povoação, tendo sido esta a sua primeira actuação de palco. Desta actuação resultou um convite para se deslocarem aos Estados Unidos da América para actuar na Festa da Matança do Porco da Associação Saudades da Terra em Dezembro do mesmo ano.

Em Novembro de 2003 o Grupo gravou um pequeno trabalho musical com 14 temas, sendo a maior parte originais e outros resultado de uma recolha da música tradicional que se fazia na Ribeira Quente.

Em Janeiro de 2004 o Grupo deslocou-se à Bolsa de Turismo de Lisboa para representar o Concelho da Povoação a convite da Câmara Municipal.

O Grupo tem actuado com frequência no Concelho e continua a acompanhar as Domingas um pouco por todas a Freguesias deste.

Actualmente o Grupo conta com 7 elementos que são: Guilherme Linhares (Viola da Terra e Voz), Jaime Cardoso (Violão e Voz), César Manuel Carvalho (Violão e Voz), Rafael Carvalho (Viola da Terra e Voz), Ludgero Linhares (Viola da Terra e Voz), David Rita (Acordeão e Voz) e Pedro Braga (Violão e Voz).


(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/Grupo%20de%20Violas%20da%20Ribeira%20Quente.htm)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS III


COOPERATIVA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA - PESCADORES DA RIBEIRA QUENTE

HISTÓRIA

A Cooperativa de Economia Solidária Pescadores da Ribeira Quente, CRL, existe desde Maio de 1998 e surgiu do projecto de Luta Contra a Pobreza “Valorizar” que teve como promotor o Centro Social e Paroquial da Ribeira Quente e que tinha como objectivo principal a criação de uma rede de pólos de desenvolvimento local, abrangendo diferentes grupos alvo, procurando promover uma maior diversificação de actividades económicas e de apoio social comunitário que devidamente articulados poderiam gerar um movimento constante de mudança sócio-cultural capacitando as pessoas a serem protagonistas da sua própria valorização e do seu projecto de vida.

A implementação da Cooperativa de Economia Solidária Pescadores da Ribeira Quente onde está sedeada veio facilitar em elevada escala, a vida dos Armadores e Pescadores, não só diminuindo ou mesmo acabando com as deslocações dos pescadores a outros locais para abastecimento, prestando-lhes apoio em questões directamente relacionadas com a gestão das embarcações e na sua relação com a Lotaçor, Capitania do Porto de Ponta Delgada, Direcção Regional das Pescas e Instituto dos Transportes Marítimos, intermediários de qualquer mestre de uma embarcação.

No que concerne ás famílias dos pescadores, permitiu criar postos de trabalho, em regime de part-time, beneficiários do rendimento social de inserção, contribuindo para a melhoria das suas condições de vida e responsabilização pelo cargo preenchido no local de trabalho.

Em Maio de 1998 foi celebrada escritura e estatutos da cooperativa em que a Direcção, Conselho Fiscal e Assembleia-Geral foram os armadores e pescadores da freguesia.

Neste momento a Cooperativa é a entidade gestora do Porto de Pesca da Ribeira Quente e Posto de Recolha de Pescado, tem a seu cargo 10 funcionários.


(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/cooperativa.htm)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS II


ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA MARÉ VIVA

HISTÓRIA

O nome MARÉ VIVA surge no âmbito de um projecto de
criação de uma Associação Cultural e Desportiva na Freguesia da Ribeira Quente. Por iniciativa de um grupo de jovens, sendo eles Dinis Melo, João Cardoso, Gualberto Rita, Rui Fravica e Mário Fravica, esta Associação é constituída em 16 de Março de 1994, com aprovação da denominação escolhida pelos fundadores Sendo a Ribeira Quente uma Freguesia que se tem vindo a desenvolver significativamente a, a criação de um organismo de carácter associativista, capaz de congregar os interesses de uma população é uma necessidade à qual não nos pudemos alhear, daí a iniciativa de construir a ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA MARÉ VIVA. Deste modo as actividades recreativas, culturais e desportivas levadas a cabo na Freguesia ganharam uma maior dimensão tanto a nível do desenvolvimento local como a nível de projecção para o exterior dos valores que caracterizam esta Freguesia, a qual com o passar dos tempos se tornou um lugar cada vez mais apetecível.

Desde a sua constituição a Associação assumiu a organização dos eventos desportivos que durante o ano decorrem na Freguesia, da qual destacamos os torneios de futebol 5, volley de praia, torneios de bilro…

Em termos culturais as actividades desta associação atingem o seu auge com a realização da Semana do Chicharro que como é do conhecimento geral constitui o principal cartaz turístico da Freguesia, sendo ainda um dos mais importantes pólos de animação do concelho da Povoação. Realçamos ainda o regresso à terra natal dos nossos emigrantes que muito tem contribuído para o desenvolvimento e projecção de Freguesia na diáspora. Durante uma semana a MARÉ VIVA proporciona aos habitantes da Ribeira Quente e a todos os que se deslocam a esta Freguesia momentos de verdadeira animação.

Ao longo dos anos que marcaram a existência da ASSOCIAÇÃO MARÉ VIVA, e sempre com maior incidência na altura da realização da semana do Chicharro, foram levadas a efeito várias actividades culturais como seja a exposição de fotografias alusivas à realidade local, e mais propriamente a pesca, ainda as demonstrações de riqueza da gastronomia local e ainda o lançamento de alguns livros, quer pela ligação dos seus autores a esta terra quer pela temática abordada nos mesmos.

O desporto assume um papel preponderante neste Freguesia como forma de ocupação dos tempos livres e manutenção de hábitos de vida saudável. Esta Associação veio neste contexto revitalizar a prática desportiva na Freguesia quer na organização de eventos desportivos bem como no apoio a deslocações de equipas representativas da Freguesia para o exterior, possibilitando o convívio entre jovens.


(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/Associacao%20Mare%20Viva.htm)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS I


ASSOCIAÇÃO SAUDADES DA TERRA QUEBEQUENTE

HISTÓRIA

A ideia de fundar esta Associação, dos naturais da Ribeira Quente a residirem na cidade de Montreal e arredores na província do Quebeque, nasceu logo após o dia 28 de Setembro de 1996, no salão de festas da igreja Santa Cruz, onde foi realizado com o intuito de comemorar os 20 anos de carreira artística do conjunto Sky-Queen e convívio em honra de São Paulo da Ribeira Quente. Este evento foi organizado pelo empresário Luís Arruda.
Foi manifestado um forte desejo por parte de muitos que se encontravam na sala para que eventos destes acontecessem com regularidade.
Entusiasmados com a ideia, inicialmente João Paulino Linhares, Natalina Furtado e Mário Carvalho mais tarde juntaram-se ao grupo António Costa, Liberato Furtado,Angelo Peixoto, Victor Carvalho, José Manuel Pimentel e o João Gonçalo.
No dia 19 de Outubro de 1996 reuniram-se pela primeira vez para preparar a fundação da Associação e definir seus objectivos. Neste dia foi aprovado por todos que a associação iria realizar todos os anos um convívio em Honra de São Paulo e na primavera a festa do chicharro.


Primeira direcção provisória:

Presidente: João Paulino Linhares;

Vice-presidente: Liberato Furtado;

Secretario : Mário Carvalho:

Tesoureiro: António Costa;

Vogais: Natalina Furtado, Victor Carvalho, José Linhares, João Gonçalo, Ângelo Peixoto, José Domingues Silva.


A elaboração dos seus estatutos e legalização da Associação só foi possível graças a colaboração do contabilista Emanuel Linhares Mariense filho de pais naturais da Ribeira Quente.

Foi no dia 15 de Janeiro do ano de 1997 que a Associação Saudades Da Terra Quebequente, foi registada oficialmente na província do Quebeque país Canadá.
Depois de então tem realizado como previsto todos os anos em Abril, Festa do Chicharro, prato principal chicharros fritos. Em Setembro convívio em Honra de São Paulo da Ribeira Quente. Todos os anos têm sido homenageados homens e mulheres oriundos da nossa freguesia e que têm dignificado e sido exemplos de vida para todos nós. Nas suas festas têm dado preferência aos artistas naturais e com ligações afectivas a Ribeira Quente.

Hoje a Associação Saudades da Terra é conhecida em Montreal por ter tido muito sucesso nos eventos que tem organizado, fruto do trabalho dos membros da direcção, familiares e amigos que ao longo de todos estes anos têm dado o melhor dos seus conhecimentos benevolamente, para enaltecer o nome da nossa terra. Têm ajudado com donativos em dinheiro, junta de freguesia, igreja de São Paulo, agrupamento de escuteiros, Mordomia do Espirito Santo, e algumas pessoas que têm tido problemas nas suas vidas pessoais.

Em Montreal tem patrocinado uma equipa de futebol com alguns jovens da Ribeira Quente Club. J.P.

Organizou festas para angariação de fundos para ajuda das vítimas de inundações e catástrofes naturais, que aconteceram na freguesia durante os últimos 10 anos.

Localmente, homenageia todos os defuntos naturais da freguesia enviando flores para o seu funeral.

Todos os anos reune-se em assembleia geral os membros para apresentar contas e eleger os novos membros da direcção.

Tem uma situação financeira muito positiva que garante a continuação das suas actividades no futuro.

Não tem ligação política com nenhum partido tanto no Canada como em Portugal.


Presentemente a Associaçao é Presidida por:

Roberto Carvalho

Vice-Presidente:

Jose Cabral

Tesoureiro:

José Francisco Gafanhoto

Secretario:

Tito Carvalho

Vogais:

Joao Branco

Jerry Arruda

João Gonçalo

Alex Tiburcio

Roberto Abarrota

António Chico


(Fonte:http://www.quebequente.com/quemsomos.html)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS



ASSOCIAÇÃO SAUDADES DA TERRA - RIBEIRA QUENTE/U.S.A.

HISTÓRIA

A Associação Cultural Saudades da Terra, Ribeira Quente, U.S.A., foi fundada em Setembro de 1995, por iniciativa de um grupo de Ribeiraquentenses radicados nos USA, mais concretamente na cidade de New Bedford. Longe da sua Terra Natal, sentiram a necessidade de estreitar entre si lacos de amizade, de partilharem experiencias vividas, nao so em "Terras do Tio Sam" como em Terras "Lusas" - Ribeira Quente.

O dinamismo deste grupo de pessoas foi gradualmente se expandindo e consequentemente originou uma Associacao.

É uma Associação sem fins lucrativos, cujos principais objectivos visam essencialmente defender e preservar o patrimonio socio-cultural Ribeiraquentense legado pelos nossos antepassados.

É com esta filosofia que se realiza anualmente no mês de Maio o convivio, em que a Direcção da Associação convida uma pessoa natural da Ribeira Quente, que se designa por "Convidado de Honra" que se notabilizou profissionalmente, defensor dos interesses da nossa Terra, levando ao outro lado do Atlântico uma mensagem de saudade, bem como dar conhecimento dos acontecimentos que se passaram ao longo do ano no nosso "Torrão Natal".

Estes convivios servem para aproximar os Ribeiraquentenses, de modo que os mesmos voltam as origens cheios de saudade, alegria e boa disposição para reverem lugares que nunca deixaram de ser deles apesar da distancia. Recordam, com alguma mistica, os tempos que ja la vão, tentando por todos os meios preservar a identidade da cultura, usos, costumes e tradições, porque reconhecem o desafio/ameaças que os tempos modernos representam. Sempre que se realiza o convivio ha sempre aquela alegria, cor, movimento, calor humano e consequentemente, uma maior vontade de viver e recordar tudo aquilo que deixaram para trás, na esperança, porem, de um dia regressar.

É nesta data do convivio que a Associação com muito esforco e dedicacao todos os anos publica um livrinho que é de relevante interesse, nomeadamente em que qualquer pessoa pode dar o seu testemunho de uma longa vida passada, bem como transmitir o que lhe vai na alma, um acto de saudade. E de referir que a Associação comemora tambem um dia festivo e muito apreciado "A Matança do Porco" em que um grupo de pessoas se juntam para mais um ambiente caloroso.

Um dos objectivos tambem da Associação e a atribuição de bolsas de estudo a estudantes, que queiram ingressar no ensino superior.




Fundadores

Daciano DeMelo, presidente;

António Pimentel, vice presidente;

António Jose Pexia, secretário;

Jose DeMelo "Zeca", tesoureiro;

Norberto Alexandre, director.

Eduardo Linhares, director musical;

Antero Coelho, director;

Luis Medeiros, director;

Durval Amaral, director;

Eusébio Rego, director.


(Fonte:http://www.saudadesdaterra.com/historia_da_associacao.htm)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CARACTERIZAÇÃO GEOLÓGICA

Geomorfologia
A ilha de São Miguel é constituída por oito regiões geomorfológicas distintas: • Maciço vulcânico das Sete Cidades; • Região dos Picos; • Maciço vulcânico de Água De Pau (Fogo); • Planalto da Achada das Furnas; • Vulcão das Furnas; • Vulcão da Povoação; • Região da Tronqueira e do Nordeste; • Plataforma Litoral do Norte.

Rede Hidrográfica
Uma parte da freguesia da Ribeira Quente sofre pela rede Hidrográfica existente, quando as condições climatéricas são extremas (Precipitação Elevada) que caracterizam a ilha de São Miguel no Inverno à ocorrência de cheias e derrocadas.


Geologia
A Freguesia da Ribeira Quente (Concelho da Povoação) na zona nordeste da costa sul é constituída por Andesitos e Andesitos Períodotíticos enquanto que na zona noroeste da costa sul é constituída por material Complexo Basáltico Nordeste. O material que abrange a maior parte da Freguesia é os Materiais Piroclásticos e Materiais de Projecção (Cor Salmão), enquanto que na zona centro encontra-se a (Cinzento) Rochas eruptivas, Traquilos e Latilos.


Tectónica
É muito visíveis filões, falhas e deslizamentos na Freguesia. A freguesia situa-se numa área sísmica marcada pela presença de estruturas tectónicas regionais e também pela presença dos sistemas vulcânicos das Furnas e Povoação.

Riscos Geológicos
Dos diversos riscos geológicos existentes destacam-se os movimentos de massas, as cheias e enxurradas e, finalmente, os riscos vulcânicos e sísmicos.

Movimentos de Massas
O território desenvolve-se no sector mais antigo na ilha de S. Miguel. Os movimentos de massa representam geomorfologicamente um dos principais processos activos que se encontram presentes na maior parte das taludes. As áreas de elevada cota, com declives acentuados, proporcionam extensos movimentos de massa, correspondente às enormes quantidades de material deslocado. Por outro lado a alteração geoquímica de importantes formações vulcânicas, ligadas a factores geocronológicos, permitem o aparecimento de algumas áreas geotecnicamente instáveis geralmente em vales apertados.

Cheias e Enxurradas
Ciclicamente, as Ilhas dos Açores são atingidas por cheias e enxurradas. As chuvas intensas, a acção Humana outros factores da natureza geodinâmica contribuem para o desencadear de situações de catástrofe. Em termos recentes, a área foi alvo de diversas cheias que afectam o território. A zona apresenta um perigo elevado de cheias e enxurradas que advêm dos factores de localização geográfica e de configuração topográfica do espaço, que promovem uma elevada precipitação, por vezes torrencial. As características particulares geomorfológicas dendríticas e encaixadas das redes de drenagem de características perenes ou torrenciais e as zonas de acondicionamento dos afluentes acumulam rapidamente grandes quantidades de água. O declive, a altitude das camadas, a vegetação, a cobertura dos solos, e a meteorização contribuem para o agravamento no desenvolvimento de torrentes.

Perigo e risco vulcânico e sísmico
Os sismos, para além de promoverem as conhecidas oscilações no terreno, poderão introduzir, de acordo com diversas características, a formação de movimentos de massa, liquefacção do terreno, avalanches, descontinuidades no terreno ao longo de falhas, tsunamis, cheias resultantes do colapso de taludes e fogos. A propagação das ondas sísmicas parece fazer-se principalmente ao longo das falhas, dos desligamentos e dos filões. A espessura dos depósitos piroclásticos no terreno aumenta a perigosidade, tal como a presença de depósitos aluvionares que poderão amplificar as ondas sísmicas através do fenómeno - “efeito de sítio”.

Uso do Solo
O sistema de Classificação de Capacidade de Uso do Solo é estabelecido com base na identificação das limitações permanentes do solo, ou seja das características do solo que em combinação com o clima execrem um efeito adverso na utilização dos solos. O sistema de Classificação de Capacidade de Uso, desenvolvido por Sampaio, Pinheiro & Madruga (1986), que consta no Quadro XXI , considera 7 classes de uso, em que a intensidade das limitações vai aumentando gradualmente da Classe I para a Classe VII. As primeiras Classes, de I a IV, compreendem os solos aráveis, ocupados por cobertos vegetais permanentes como as pastagens, as plantações florestais ou zonas de matos de vegetação natural.

Geomorfologia e Rede Hidrográfica


Pela análise da distribuição espacial das classes de capacidade de uso do solo na freguesia da Ribeira Quente (concelho Povoação), a partir da Figura

e do Quadro , é de realçar a ausência de solos aráveis (Classes I e IV), o que restringe os potenciais usos a práticas florestais muito pouco existentes face á reduzida capacidade de carga existente e obrigatoriamente valorizantes do ponto de vista ecológico e conservacionista. Porém, face aos valores relativos de ocupação do solo representados no Quadro acima pelas áreas de “Floresta de Produção”, podemos concluir que os usos estabelecidos excedem em larga escala a capacidade que o sistema biofísico tem de os suportar, aumentando assim drasticamente a probabilidade de ocorrência de catástrofes naturais (erosão acentuada, derrocadas e enxurradas, nomeadamente), sendo por essa razão aconselhada uma progressiva reconversão de ocupação do solo actualmente dominante por outra com impacte muito menor, como a plantação de espécies endémicas com carga adequada.

Ecologia
É protegida a zona norte da Ribeira Quente devido à Lagoa das Furnas por ser uma zona húmida onde à muita diversidade de Avifauna, Flora e Habitats.

(Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeira_Quente)

CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÓMICA 1

Actividades Económicas
A condição perante a actividade económica, em conjunto com a distribuição da população por sectores de actividade e profissões da população residente são indicadores que importa cruzar para se obter a caracterização e o perfil da estrutura socioeconómica do Concelho e análise.

Sector Primário
No sector Primário, a pecuária tem uma preponderância excessiva em detrimento da agricultura e exploração florestal. Com menor peso do que a actividade agrícola, as pescas no Concelho da Povoação ocupam 133 pessoas, o que representava 10,8% do total de pescadores da Ilha de São Miguel em 1985. As pescas mantiveram-se muito aquém do desenvolvimento desejável, especialmente por falta de Infra-estruturas de apoio e de embarcações adequadas.Com a construção do novo porto da Ribeira Quente e da Povoação, estas condicionantes são gradualmente ultrapassadas, facto que resultará na modernização do sector e no aumento das capturas, dado que as novas estruturas portuárias potenciarão a reconversão da frota pesqueira.

Pescas
As pescas constituem no concelho de Povoação uma actividade com algum impacto, principalmente na freguesia da Ribeira Quente, uma vez que esta freguesia está associada a grande parte da frota pesqueira de atum na Região Autónoma dos Açores. Existe um número de traineiras associadas a esta freguesia, considerável considerando o contexto regional.

Sector Terciário
Mais significativo ainda é o que se passa no sector terciário onde o concelho de Ponta Delgada concentra, por si só, 72,7% da totalidade dos estabelecimentos comerciais, enquanto que a Povoação detém 5%, maioritariamente retalhistas de produtos alimentares e vestuário. À semelhança do que acontece nos Açores, o concelho da Povoação, no que refere ao sector Terciário, é predominantemente marcado pelo comércio, essencialmente de cariz retalhista e de fraco alcance, tanto a nível do espaço geográfico como da procura potencial que satisfaz, facto para o qual concorre a existência de uma agricultura de índole familiar em que parte da produção se destina ao auto-consumo. Em 1990, a proporção de estabelecimentos retalhistas no total era cerca de 83%. O aparelho comercial caracterizava-se, pela fraca cobertura do espaço geográfico, com aproximadamente 1 estabelecimento por cada 5 km². No que respeita ao Turismo, existem actualmente no concelho 6 unidades a funcionar com um total de 108 quartos e 199 camas. Convém aqui sublinhar que o concelho possui um excelente Campo de Golfe e se esta infra-estrutura for bem enquadrada e optimizada poderá ser uma mola para a rentabilização das estruturas hoteleiras existentes e de outras que brevemente surgirão, captando assim as receitas directas e indirectas para o concelho.

Comércio
O comércio a retalho em estabelecimentos não especializados domina a principal actividade económica exercida pelos estabelecimentos comerciais, deixando para segundo plano o comércio a retalho de outros produtos novos em estabelecimentos especializados. Resumindo, o comércio a retalho, em estabelecimentos não especializados, na Povoação representa 12% do total do comércio da ilha, por número de estabelecimentos. Os estabelecimentos de comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos e comércio a retalho de combustíveis para veículos, no concelho da Povoação, já começam a apresentar um valor significativo, ou seja, um número de 10, contra 106 do concelho de Ponta Delgada. Relativamente à dimensão dos estabelecimentos comerciais em função de pessoal ao serviço, verifica-se que 63 (84%) dos estabelecimentos apresentam 3 ou menos pessoas, isto num total de 76 estabelecimentos do concelho, o que representa um valor (negativamente) elevado comparativamente com Ponta Delgada (62%) e ainda inferior à média da ilha, onde 68% dos estabelecimentos possuem até 3 pessoas. Na avaliação da dimensão das empresas em função do volume de vendas, 46% destas apresentam facturações inferiores a 49.880 euros, ou seja, um número elevado de empresas de empresas reduzidas, daí podermos inferir que são empresas familiares, que funcionam como empresários em nome individual.

Serviços
Os serviços, têm tido um peso específico crescente ao longo dos anos na actividade económica geral do concelho, quer no que respeita ao produto, quer quanto ao emprego. No concelho da Povoação predomina essencialmente o comércio retalhista em estabelecimentos não especializados, deixando para trás o comércio Grossista, que possui um peso diminuto. Ao nível dos serviços, o concelho dispõe de uma rede de balcões afectos à actividade bancária, que têm vindo a decrescer nos últimos anos, à custa dos efeitos da era informática, tentando aproximar-se da sua clientela sem aumentar os custos de funcionamento e de gestão.

Turismo
No que diz respeito ao turismo, na Ribeira Quente predomina o turismo Balnear, dispondo de uma praia (Praia do Fogo), de um restaurante muito visitado por turistas (Garajau), de um balneário, um Café-Restaurante á beira-mar (Costaneira).

Outros
A educação e saúde representam algum peso no emprego deste concelho, emprego este predominantemente público. O concelho possui um Centro de Saúde, Escolas de Ensino Básico, duas do Ensino Preparatório e uma de Ensino Secundário, bem como uma Escola Técnico Profissional. A saúde privada ainda não possui relevo neste contexto, o que naturalmente poderá resultar numa oportunidade uma vez que as necessidades da população são crescentes e existe uma enorme saturação deste mercado nos centros urbanos.
(Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeira_Quente)





CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÓMICA

Freguesia da Ribeira Quente

População

De acordo com os Censos de 2001, a Freguesia da Ribeira Quente conta com um total de 798 Habitantes é constituída pelas seguintes massas populacionais.

Em síntese, a pirâmide etária do Concelho, que se segue, dá conta de uma repartição mais minuciosa da população por grupos etários, em 2001, tornando perceptível constatar que o equilíbrio entre os sexos não se verifica em boa parte dos grupos etários.

O Escalão dos 10 aos 24 anos são as idades em que destacam a maioria da população (homens, mulheres), já no escalão dos 40 aos 85 ou + anos são as idades em que á um decréscimo da população (homens, mulheres).
A figura abaixo ilustra a evolução populacional da freguesia da Ribeira Quente entre 1900 e 2001.


A Freguesia da Ribeira Quente, tinha 1463 habitantes em 1900, não havendo registos até 1950, altura em que ocorre um aumento dos seus residentes (2126), crescendo ligeiramente até 1960 (2211) e iniciando, á semelhança de todas as outras, um processo de decréscimo da sua população que se prolongou até 2001 (quando registava apenas 798 habitantes).
O quadro seguinte apresenta alguns indicadores demográficos, que permitem observar as dinâmicas de crescimento natural, de natalidade, de mortalidade, de nupcialidade, de divórcio e de envelhecimento da população, no Concelho da Povoação:


O quadro seguinte apresentado mostra a evolução do parque habitacional com a população e com o número de famílias na freguesia da Ribeira Quente, entre 1991 e 2001:

A figura seguinte compara a população residente Empregada e Desempregada na freguesia da Ribeira Quente entre 1991 e 2001: - As taxas de desemprego demonstram um decréscimo significativo, de 1991 para 2001, na freguesia da Ribeira Quente (de 22,5 para 11,5%).

A figura que se segue permite reforçar a ideia de que a Ribeira Quente é uma Freguesia com baixas habilitações escolares.

A figura que se segue permite visualizar a Evolução das Taxas de Analfabetismo da População Residente na Freguesia da Ribeira Quente:

A figura apresentada ilustra a População Desempregada por Níveis de Instrução na Freguesia da Ribeira Quente.
- Na freguesia da Ribeira Quente, a maioria dos desempregados possui apenas o 1º CEB ou o 2º CEB.


O Quadro seguinte apresenta a População Residente Empregada, por Sectores de Actividade Económica, na Freguesia da Ribeira Quente: - O peso maioritário da sua população empregada recai no sector Secundário, embora próximo dos valores dos sectores primário e terciário.

O Quadro seguinte ilustra o número de Alojamentos Familiares Ocupados como Residência Habitual com Infra-estruturas Básicas, na Freguesia da Ribeira Quente:

(Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeira_Quente)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A RIBEIRA QUENTE E OS ATAQUES DA PIRATARIA ARGELINA


"Os Argelinos em 1679 desembarcando à noite de dois xavecos, saltaram na praia da Ribeira Quente, e no portinho do Agrião; contornaram a montanha, e descendo ao raiar da aurora o Vale das Furnas, roubaram alguns carneiros, e volveram para bordo dos xavecos, depois de terem praticado alguns latrocínios na Ribeira Quente.
Os pescadores da Ribeira Quente dando disto aviso aos povos de Ponta Garça, e Vila Franca, marcharam com alguma tropa a estes lugares; porém como as antigas estradas, ou melhor diremos, péssimos carreirinhos, haviam sido obstruídos pelos tremores e cinzeiro do ano de 1630, seguindo a tropa tortuosas veredas, chegou quase à tarde, hora em que nem no horizonte já viam os xavecos.
Indo a Vila Franca, em correição, o Desembargador Luiz Mattoso Soares, assim se expressou no ano de 1682: 'Fui informado que o caminho da Gaiteira para a Ribeira Quente é tão importante, que está provido em muitas correições que se faça o dito caminho, sem até agora se dar comprimento a eles, e tudo se resume em requerimentos, sem se obrar cousa alguma, e ouvidas as dificuldades e a importância deste caminho, não somente necessário para a passagem dos moradores, mas também importante para a defesa desta ilha, para se poder acudir à invasão dos inimigos, que poderão fazer por aquela parte, como se tem experimentado haver entrado os Mouros naquele porto, sem se poder acudir a este dano com a prontidão necessária, por falta do devido caminho que vai para a Povoação; e se me fez queixa, pelo Pároco do lugar de Ponta Garça, que alguns fregueses morreram sem sacramentos por falta destes caminhos; e por eles Oficiais da Câmara, e pessoas da Governança, que se acharam presentes, foi dito: que o dito caminho se poderia fazer com a despesa de 20$000 réis pouco mais, com a ajuda das companhias daquele distrito, o qual caminho se devia fazer com mais conveniência e segurança, por onde se chama a Grota da Amora, até sair aonde se chama a Lobeira, e o Forno, o qual caminho serão obrigados mandar fazer os Oficiais da Câmara.'"

(extraido de Bernardino José de Sena Freitas, Uma Viagem ao Valle das Furnas na Ilha de São Miguel, em Julho de 1840, pp. 7-19, Imprensa Nacional, Lisboa)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A CRIAÇÃO DA FREGUESIA DA RIBEIRA QUENTE / COMPLEMENTO HISTÓRICO


A Ribeira Quente foi elevada à categoria de freguesia a 24 de Junho de 1943 pelo decreto-lei n.º 32867 da então Direcção Geral da Administração Política e Civil do Ministério do Interior. No despacho ministerial lê-se o desejo dos chefes de família eleitores na criação de uma nova freguesia "alegando para isso razões de ordem económica e administrativa e demonstrando a conveniência que adviria para a população se se criasse a circunscrição administrativa como desejavam". O despacho é assinado por várias entidades, entre as quais destaque-se o Presidente da República Marechal Óscar Carmona, o chefe de governo António de Oliveira Salazar e vários ministros de então, entre os quais, destaque-se, os do Interior, Mário Pais de Sousa, e das Obras Públicas, Duarte Pacheco.
Este desejo antigo do povo da Ribeira Quente muito ficou a dever-se aos esforços e ao entusiasmo generoso do seu Pároco de então, o Padre José Jacinto da Costa. É grande, por isso, o jubilo do Pároco que escreve no Livro de Tombo da Paróquia: "Desde há muito estava no ânimo deste povo desmembrar este lugar da freguesia a que pertencia, Mãe de Deus da Vila e Concelho de Povoação, já pela distância que os separa da referida freguesia, já pelas regalias que adviriam pela criação de uma nova freguesia, tendo este assunto sido debatido em anos anteriores (no tempo em que os Drs. Francos da Ribeira Grande andavam no Parlamento), sem que obtivessem o resultado desejado".
O Padre José Jacinto da Costa faz questão de deixar consignado no Livro do Tombo da Paróquia o nome daquele que com a "melhor vontade" redigiu o requerimento com a petição ao Ministro do Interior para elevação da Ribeira Quente a freguesia (documento escrito dois anos antes, a 18 de Junho de 1941): é ele o doutor Caetano José Travassos de Lima, conservador do Registo Predial de Povoação, "a quem este povo pela voz do seu pároco rende as suas mais sentidas homenagens e agradecimentos."
Todavia, refere-se no mesmo Livro de Tombo, vontades e influências se movimentaram para que a Ribeira Quente se elevasse à categoria de freguesia. É o próprio Padre José Jacinto da Costa que o atesta: "Depois de enviado o requerimento supra ao seu destino, a pedido do pároco actual, conjugaram-se algumas influências para o deferimento favorável junto daquele membro do Governo, como foram: o Governador Civil efectivo, o Capitão de Cavalaria Rafael Sérgio Vieira; o Governador substituto, Doutor Hermano de Mendonça Dias; o Deputado por este círculo, Engenheiro António Hintze Ribeiro e seu tio, o grande benemérito Doutor Guilherme Poças Falcão".
Mas ao lado destas boas vontades haviam, também, como sempre, as más vontades. E o Padre José Jacinto da Costa não se coíbe, com coragem, de lavrar em acta o seguinte desabafo: "Ao lado destas boas vontades, havia más vontades, que se opunham à criação desta freguesia, alegando que a Ribeira Quente não possuía gente competente para formar uma Junta de Freguesia (a Câmara da Povoação). Deve ficar registado neste livro que nesta data não era intenção do Governo criar mais freguesias, mas a boa estrela protegeu este nosso desiderato."
É o próprio Padre José Jacinto da Costa que a 26 de Maio de 1943 recebe do deputado pelo círculo da ilha de São Miguel, António Hintze Ribeiro, em forma de telegrama, a boa notícia do despacho governamental, ainda antes da sua promulgação no Diário da República: "Felicito Vossa Excelência e Povo pela nova freguesia criada. Foi assinado Decreto por Sua Excelência o Ministro a quem devem agradecimentos, assim como a Sua Excelência o governador do Distrito, cumprimentos, António Hintze Ribeiro, Deputado da Nação".

terça-feira, 16 de setembro de 2008

VISITA PASTORAL DE 2002 - D. ANTÓNIO SOUSA BRAGA


Nos dias 29 e 30 de Novembro de 2002, fiz a Visita Pastoral à Paróquia da Ribeira Quente. Depois da recepção à porta da igrej paroquial, presidi à Celebração Eucarística, com uma assembleia que praticamente enchia a igreja.
No primeiro dia, tive um encontro com os alunos e professores da Escola, todos reunidos no edifício do Fogo. As crianças cantaram e eu pude dialogar e rezar com elas.
Visitei igulmente o Centro Social Paroquial, onde contactei com as crianças do ATL e as senhoras do artesanato.
O Centro Social Paroquial tem prestado um relevante serviço de promoção humana na freguesia, sob a orientação do Pároco, o Padre Silvino Amaral, que tem acompanhado o seu desenvolvimento, desde os patamares de pobreza e de miséria, até à situação actual de desafogo e bem estar.
A sua função foi determinante, por ocasião da catástrofe de 31 de Outubro de 1997, seja como apoio logístico, seja como instituição que apoiou e coordenou as ajudas.
Terminei o dia com a visita à Junta de Freguesia, ao porto e à Cooperativa dos Pescadores.
A freguesia transformou-se totalmente, também no seu aspecto externo. Ficou com um óptimo porto e uma admirável orla marítima. Todas as famílias sinistradas têm a sua situação habitacional resolvida. Não se tornou a construir no local sinistrado, mas atribuiram-se casas noutros locais.
No segundo dia, visitei os doentes e idosos acamados, que apreciaram, como sempre, o diálogo e o momento de oração. De assinalar a abertura e a expressividade das crianças, a denotar um bom nível de socialização.
À tarde, reuni-me com os membros do Conselho Pastoral, com representantes dos vários movimentos e grupos paroquiais. Do diálogo resultou o seguinte quadro de vida paroquial:
A Catequese está organizada, conforme o itenerário operacional de 10 anos. Há 13 catequistas para 137 crianças. Há salas próprias para Catequese, ao lado do Centro Social Paroquial.
Há rotativamente reuniões semanais de catequistas, ACR e Reflexão Bíblica, uma vez que são as mesmas pessoas que integram estes grupos, que, assim se apoiam reciprocamente a nível formativo.
Funciona um agrupamento do CNE, com sede própria muito boa. São 70 elementos, entre os quais se contam 18 chefes, o que por si, já constitui uma proeza. O agrupamento está muito ligado à freguesia e à Paróquia, numa feliz coperação. Muitos jovens têm passado ou foram atingidos pelo espírito Escuta. Tem havido muito intercâmbio com os agrupamentos do Continente e das outras Ilhas.
Há um Grupo de Jovens, com 13 elementos, animado pelo Márcio Pimentel. Tem promovido algumas iniciativas, como por exemplo a Semana da Palavra e a publicação do Boletim Paroquial O Búzio. Está prevista a montagem de uma Creche, a funcionar durante a Missa, para cuidar das crianças até aos seis anos.
Desde 2001, relançou-se o Rancho de Romeiros, que tem mantido reuniões mensais de formação, além da preparação imediata para a Romaria.
Foi também renovado o Grupo Coral, integrano, além dos adultos, também crianças e jovens. Reunem-se duas vezes por semana para prepararem o canto e as leituras.
A Liga Eucarística, embora um pouco esmorecida, continua a reunir-se uma vez por mês. A Legião de Maria é que, praticamente, está inactiva, uma vez que os seus membros estão integrados noutros grupos.
Há uma Equipa de Formação, que cuida dos CPB e CPM, das Assembleias Paroquiais e de outras eventuais acções de formação.
Todos os Domingos reune-se o Grupo de Oração Neo-Carismática com o seu espírito de oração dentro de uma espiritualidade renovada, assente na fé e acção do espírito Santo.
Três Ministros Extraordinários da Comunhão visitam semanalmente os doentes e idosos acamados.
Apesar do Núcleo Cáritas não estar muito activo, neste momento, há grande acção social, através da Acção Católica, que teve grande implantação na Paróquia e, sobretudo, através do Centro Social Paroquial, que, além das valências actuais, tem-se habilitado a vários programas financiados pela UE, que muito têm beneficiado a população.
Resumindo e concluindo, apesar de todos os condicionalismos da época actual, a Paróquia mantém-se viva e tem muita gente empenhada, que celebra generosamente com o Pároco, bem aceite e muito apreciado.
Aqui é bem visível a presença significativa da Igreja, não só pela sua actividade religiosa, mas também pela sua acção, em favor da promoção humana. A Igreja, através do Pároco e do Centro Social Paroquial, foi acompanhando e conduzindo o desenvolvimento da comunidade local. Os grandes passos, as grandes conquistas da freguesia foram acontecendo sempre com o apoio e a partir da iniciativa da Igreja. Isto deve-se muito ao empenho do Pároco, o Padre Silvino Amaral.
Está, pois, de parabéns, com toda a sua comunidade paroquial.
Em perspectiva de futuro, apoio claramente a intenção de adquirir o prédio ao lado do Centro Social Paroquial. É uma boa oportunidade, que vem enriquecer o património paroquial, abrindo a possibilidade a iniciativas futuras. O financiamento de compra pode ser feito com a venda do Passal e do terreno anexo. Se isso não for possível, por falta de comprador, há a possibilidade de contrair empréstimo bancário, com o aval da Diocese. Infelizmente a Diocese, neste momento, não pode dar um contributo directo, porque está empenhada na construção dos Centros Pastorais de Ilha e na reconstrução das igrejas do Pico e do Faial, danificadas pelo sismo de 1998. Seja como for, o assunto merece toda a consideração.
A Visita terminou com a celebração do Sacramento do Crisma, cerimónia bem preparada, muito animada e participada.
Que o senhor, por intermédio de São Paulo e de Nossa Senhora da Graça, a todos abençoe.

António, Bispo de Angra

VISITA PASTORAL DE 1984

Fiz Visita Pastoral à paróquia de São Paulo da Ribeira Quente, ilha de São Miguel, no dia 18 de Janeiro de 1984.
Muito povo se associou a todos os actos da mesma, manifestando sua fé e boa índole cristã, bem como os sentimentos do seu coração simples.
Na eucaristia, com o Templo repleto de fiéis, quase todos participando com entusiasmo e fervor na oração, no canto e na comunhão - o que sublimo com apreço - se celebrou o Sacramento da Confirmação.
Visitei, após o almoço, os doentes da paróquia, todos com sentimentos piedosos e que são cuidadosamente assistidos pelo Rev. Padre Silvino Amaral, Pároco.
Pude verificar que existe alguma carência na casa de alguns, sendo de esperar que lhes não falte o apoio e ajuda de outros irmãos na fé.
Igualmente verifiquei que este povo, bom, trabalhador no mar e na terra, está longe de ser bem servido no que se refere a estruturas de base, como saneamento, água corrente e ruas devidamente pavimentadas, sendo de esperar das entidades oficiais - concelhias e regionais - o maior interesse e cuidado em ocorrer a tais carências, que hoje, felizmente, já não se verificam em muitas terras da ilha.
A união de boas vontades das gentes de Ribeira Quente com sua Junta de Freguesia poderá influir na solução rápida de problema de tal importância.
Por outro lado, parece também impor-se a união de quantos trabalham no mar para obterem o maior rendimento possível do fruto do seu esforçado trabalho, para isso organizando-se em estruturas de conservação e de distribuição e venda de pescado. Não poderão aceitar passivamente que só outros beneficiem do que lhes custa tanto a conseguir, para tal havendo de unir esforços e tomar construtivas, que a própria doutrina social da Igreja aponta como caminho a seguir.
No pequeno salão paroquial, contíguo à Igreja, tive um demorado encontro com elementos de Obras e Movimentos paroquiais, estando igualmente presente muito povo, gentes de todas as idades.
A Catequese está bem organizada, com bom número de catequistas, todas com zelo e boa vontade, ainda que seja necessário, as que ainda o não fizeram, participarem em um curso de iniciação, e as que já frequentaram fazerem um curso elementar, para sentirem melhor preparação no desempenho de tão útil missão.
Bom será que também homens e rapazes, estes recrutados dentre os do grupo de jovens e dos que hoje se Confirmaram, venham a ser catequistas, até pelo testemunho positivo que tal facto representará.
Igualmente se impõe organizar o pré-catecismo e promover com regularidade encontros de pais, para estes poderem participar com interesse e maior conhecimento na preparação cristã dos seus filhos.
Para darem a catequese faltam salas em número adaptadas condições, o que virá a solucionar-se com o desejado salão paroquial, para o qual já há terreno e se iniciaram os primeiros passos quanto ao respectivo projecto, sendo de esperar que todos colaborem generosamente na sua edificação, quando iniciadas forem as obras. Uma obra de tal envergadura merecerá, por certo, o apoio das entidades oficiais da Região, que espero lhe não falte, sem dispensar o contributo dos paroquianos da Ribeira Quente.
A Liga Eucarística, para homens e senhoras, actua bem, sendo de desejar que alargue cada vez mais o sentido e espírito eucarístico entre o povo.
A Acção Católica Rural, com 17 senhoras, tem bom espírito apostólico e mantém louvável acção apostólica.
Bom será que outros elementos, mesmo homens, se lhe associem, para assim se desenvolver, como é preciso, autêntico apostolado no próprio meio, procurando cada um colaborar na valorização moral e espiritual da própria freguesia. É, aliás, esse um dever de todo o baptizado e, mais ainda, do que se confirmou.
Também a JACF - Juventude Agrária Católica Feminina - está dando seus passos promissores na mesma linha de apostolado entre os jovens da paróquia.
Preciso é que outros jovens venham participar em suas actividades, para se valorizarem cada vez mais e serem elementos dinamizadores e santificadores da Igreja a actuar entre a juventude da Ribeira Quente.
Oxalá que alguns dos que hoje se confirmam e outros se decidam a cooperar em tão valido Movimento.
Há um bom grupo de adolescentes que reúne com regularidade e exigentemente é acompanhado em sua formação cristã, o que merece encómio.
Também cerca de 3 dezenas de jovens se vão reunindo para estudo dos próprios problemas. Importará que cada qual tire um propósito de acção apostólica a desempenhar junto dos outros e disso lhe peçam conta na reunião seguinte, par estímulo de todos.
Começou há pouco tempo o CNE que conta com cerca de 50 elementos, tendo bom trabalho de formação e de campo, o que é de louvar. Oxalá possa ter em breve uma sede onde melhor possa acomodar-se para a sua formação.
Muito mais recente é a LIAM - Liga Intensificadora de Acção Missionária - que merece o apoio de todos no seu desejo de avivar em cada um o sentido missionário e a colaboração para a Obra das Missões - fundamental na vida cristã.
Tem bom número de elementos o grupo coral, a quem cabe ser exemplo e dinamizador de todo o povo na vivência do culto de Deus pela liturgia participada e vivida.
É preciso fazer pequenos ensaios com o povo para que todos participem sempre mais no canto.
Alguns leitores se encarregam das leituras na Eucaristia Dominical, o que é de louvar.
Trabalha em boa harmonia com o Rev. Pároco e com zelo o Conselho Administrativo, à sua frente temos agora a obra do salão paroquial, que Deus queira não demore muito a iniciar a sua construção, pela falta que faz.
Com louvor sublinho a existência do Conselho Pastoral de Paróquia para a coordenação de actividades comuns e dinamização dos Movimentos e Obras existentes.
Procurará, além de integrar os agora confirmados em Obras e Movimentos existentes, fazer com que se organizem grupos de casais para reunirem regularmente e se ajudarem no estudo e reflexão da espiritualidade própria, na acção de apostolado com os outros casais e na defesa da família e seus valores.
Também procurará que as viúvas se organizem no MEV - Movimento de Esperança e Vida, assim descobrindo o caminho próprio e se ajudando umas às outras.
Sobre Pároco e paroquianos invovo a benção de Deus.

Ribeira Quente, 18 de Janeiro de 1984

Aurélio, Bispo de Angra

VISITA PASTORAL DE 1979 - D. AURÉLIO GRANADA ESCUDEIRO


A 25 de Março de 1979, fiz a Visita Pastoral à Paróquia de São Paulo da Ribeira Quente, Ilha de São Miguel. Muito povo, praticamente todas as pessoas válidas, estiveram presentes, decorrendo a visita em ambiente de simplicidade, alegria e fervor religioso.
Na Eucaristia, que centralizou a Visita, houve celebração do Sacramento da Confirmação, parecendo boa a preparação dos confirmandos e a do povo em geral, pelo que felicito o Rev. Padre Silvino Amaral, Pároco, e quantos com ele cooperaram nessa preparação.
Visitei os doentes da paróquia, todos com boas disposições espirituais e que sei serem cuidadosamente assistidos pastoralmente.
Nota-se haver alguma pobreza, sendo as casas muitas delas necessitadas de melhorias gerais, muito se impondo um esforço comum das habitações e das ruas da freguesia. Unindo esforços, pedindo ajuda às entidades competentes, muito se poderá fazer, já que não faltarão boas vontades, capacidades de acção e de dedicação, da parte do bom povo da Ribeira Quente. Aparecendo alguns que comecem e dêem exemplo, outros os seguirão, por certo.
No Salão paroquial houve demorado encontro com representantes de Obras e Movimentos paroquiais.
O Conselho Administrativo da paróquia tem suas reuniões normais, colabora ordenadamente com o seu pároco e responsabiliza-se pela festa do Padroeiro. estuda-se presentemente a possibilidade de, a título precário e sem perda de direito de propriedade, se ceder um terreno para vir a servir para escola e jardim infantil.
O Conselho Pastoral de paróquia, de constituição recente, ensaia bons passos de acção.
A Catequese está bem constituída, embora precisasse de mais catequistas, sendo ideal que também homens e rapazes colaborem em apostolado tão importante, para isso se devendo oferecer e preparar. As crianças são assíduas.
Bom será fazer mais algumas reuniões para pais, além das que já se fazem; e é de desejar que, na medida do possível, se consigam meios audiovisuais para melhorar o ensino da catequese, além de adaptar salas para esse ensino.
A Acção Católica Rural (ACR) recomeçou há não muito tempo a sua actividade, o que é de louvar, esperando-se que mantenha o bom espírito apostólico e outras pessoas, inclusive casais, se inscrevam para não só exercerem um apostolado no meio, que é indispensável, mas se formarem humana e cristãmente.
Bom será que, com certa regularidade, façam reunião geral para filiadas e pessoas do meio, e cada militante procure actuar com o pequeno grupo do meio onde vive.
A JACF está organizando-se e matém suas reuniões regulares. Bom será que aprofunde a prática da revisão de vida e alargue cada elemento da sua acção ao trabalho dos grupos naturais.
Estes dois movimentos, com a colaboração dos demais existentes na paróquia, muito bem poderão fazer, sobretudo na formação humana e cristã das pessoas do meio, que amanhã poderão vir a ter acção de líderes junto da povoação, ajudando-a à necessária promoção humana e cristã. Farão isto sem em nada desviarem das suas finalidades apostólicas, mas precisamente seguindo o método dos movimentos a que pertencem.
Há razoável grupo de adolescentes, com reuniões regulares. Bom será que, pouco a pouco, esses adolescentes vão sendo lançados em acção apostólica à sua maneira.
Estão organizados os jovens que se reúnem por grupos de reflexão a que se seguem plenários para discussão dos temas. Mantendo esse ritmo, bom será procurarem esses jovens ter preocupação apostólica junto dos outros jovens e do meio em geral.
A Liga Eucarística tem razoável número de elementos, sendo fiel aos compromissos próprios, o que é de louvar.
O Grupo Coral tem certo nível e possibilidades, muito podendo ajudar o povo, que já participa, a melhorar a sua participação, para o que convirá promover pequenos ensaios com ele, aos Domingos.
Tem vida e actividade apreciável o CNE paroquial, muito se devendo esperar da sua acção. Merece a compreensão e apoio de todos.
Fez-se preparação dos jovens para o matrimónio, assim como a de pais e padrinhos para o baptismo de filhos e afilhados. É de esperar que alguns casais se ofereçam para, convenientemente preparados, poderem dar a sua necessária cooperação nesse importante trabalho, hoje só a cargo do Rev. Pároco.
Bom será retomar-se a organização de casais, com reuniões próprias em que muitos casais participem, assim se preparando para o cabal desempenho dos deveres de educadores da fé dos filhos e do testemunho como casais cristãos, além do cumprimento dos deveres próprios.
Para as viúvas, poderá organizar-se o MEV, que muito ajudará cada uma moral e apostolicamente.
Felicitando Pároco e paroquianos, mormente os mais responsabilizados, sobre todos invoco as melhores bençãos de Deus.

Ribeira Quente, 25 de Março de 1979

Aurélio, Bispo de Angra

ANO DE 1974 - ARQUIVO PAROQUIAL

Notas estatísticas: População, 1700; Catequese, inscritos, 312; Catequistas, 21; Baptismos, 44; Primeira Comunhão, 32; Profissão de Fé, 40; Total de Comunhões, 50.000; Casamentos, 18; Óbitos, 16.
Neste ano registaram-se as seguintes obras extraordinárias: Cimentação do Campo de Jogos e confecção de pequena estufa para plantas. Gastaram-se 50.000$00 nisto. Houve também a compra duma casa que pertence ao lote das casas compradas no ano anterior que custou 30.000$00.
O Rancho de Romeiros fez a sua romagem habitual pelo 2.º ano.
Recebeu-se a visita do Sr. Bispo Coadjutor D. Aurélio Granada, que veio particularmente numa atitude de serviço e contacto com a localidade e o seu Pároco.
Funcionaram os trabalhos de Pastoral a nível de Zona, como no ano anterior.
Registaram-se 2 acampamentos de jovens escuteiros, respectivamente de exploradores e lobitos, com êxito e colaboração de toda a paróquia.
Houve a visita pastoral do Sr. Bispo D. Manuel Afonso de Carvalho em 19.2.1974, que tomou um cunho de simplicidade e simpatia, com a confecção de 211 Crismas. Saiu a público no salão paroquial um grupo cénico, promovido pelos escuteiros.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

ANO 1970 / ARQUIVO PAROQUIAL


Notas estatísticas: População 1987; Fogos 450; Candidato ao Sacerdócio 1; Catequese, 325 inscritos; Catequistas, 27; Baptismos, 55; Comunhão, 32.600; Casamentos, 16; Óbitos, 19. Todos os organismos trabalharam com a vitalidade dos demais anos.
Há a registar que na noite de Natal houve um pequeno Auto comemorativo do Natal, levado a efeito pelos rapazes do C.N.E. e meninas adolescentes da J.C.F.
Foi feita a doação oral da terra situada em Ponta Garça, por António Jacinto Linhares e Maria Fernanda Curvelo, com o fim de todos os anos ao receberem-se as rendas a paróquia rezar pelos próprios e seus parentes.
Neste ano a Capela local começou por solenizar a última missa dominical, o que manteve até ao presente e pretende continuar.
Deu-se por completo o douramento do altar de Nossa Senhora de Fátima, último e mais dispendioso dos altares.
Foi substituído o canavial de protecção ao quintal nordeste do Passal, por muro em pedra e bloco.
Construídos 2 reservatórios de água; feita canalização em casa e quarto de banho; comprado cilindro de aquecimento e equipamento de cozinha e quarto de banho, bem como auto-bomba para condução da água ao nível da casa.
Abri diariamente a homens da comunidade, o Salão, com fim de recrear e desenvolver convívios são pela leitura, desportos e reuniões. A afluência foi compensadora com a presença média de 20 pessoas.

ANO 1969 / VISITA PASTORAL

No dia 20 de Fevereiro de 1969, visitei mais uma vez a Paróquia de São Paulo Ribeira Quente e grande foi a minha alegria por verificar que este bom povo continua firme na sua fé. Verdadeiramente o espírito de Deus reina e acalenta os corações. Em qualquer local da terra, onde se encontre um filho da Ribeira Quente, aí estará um homem de crença firme, amigo de Deus e, nesta certeza, todos caminham radiantes para a Pátria, que nos espera, o Céu. Felicito o Rev. Padre Silvino Amaral e todos os bons paroquianos, que com ele colaboram.
Continuai, pois, nos vossos sentimentos dos portugueses do séc. 15, que pela primeira vez, povoaram esta linda terra e, assim, sereis felizes.
Deixo-vos uma benção ampla e peço ao Senhor que sempre vos proteja.

Manuel Afonso de Carvalho, Bispo de Angra

ANO 1968 / ARQUIVO PAROQUIAL

Em Janeiro foi oferecida à Igreja terra sita ao Mato Barreto com a dimensão de 3 alqueires de José Melo Melão.
Que prossegue o entalhamento do Altar de Nossa Senhora de Fátima.
Que se completou uma dependência no lado poente da igreja, com o comprimento de 23 metros e largura de 6 metros, a qual se assemelha a um Salão Paroquial. Este foi inaugurado em 10 de Novembro, aquando da promessa dos Lobitos do C.N.E.
Que anexo à dependência supra se inaugurou um campo de pequenos desportos apropriado ao andebol, basquete e futebol salão.
Que se fez o primeiro juramento da F.A.C.F.
Que em 14 de Julho se realizou encontro da J.A.C., com a J.A.C.F. no Salão, e nas vésperas encontro no Agrião e depois na Lagoa das Furnas.
Que se deu passeio de camioneta até às Sete Cidades e Mosteiros, com músicos da Capela.
Que pregaram pelo Lausperene: Padre Agnelo Soares Almeida; festa de São Paulo, Padre Benjamim Pimentel Cabral; ofício de Almas Padre João Mota.
Funcionaram todos os organismos existentes.
Comungaram 24.987 vezes.

VISITA PASTORAL DE 1964

Mais uma vez a Ribeira Quente deu mostras da fé viva que acalenta os corações; grande, na verdade, é a fé deste povo e a sua dedicação à Igreja! Não podemos esquecer o entusiasmo e o carinho como os bons homens nos foram esperar em extenso cortejo, no início da paróquia. Sempre esta terra será abençoada pelo Divino Espírito Santo, que reina em todos os corações. Na terra ou sobre o mar, nos trabalhos e nos perigos, sempre a alegria existirá nas nossas almas.
Felicitamos o Rev. Padre Silvino Amaral e todos os que com ele colaboram com os seus trabalhos e sacrifícios. Sabemos que todos os bons filhos da Ribeira Quente estão inscritos na O.V.S. e não se esquecem de rezar pelo nosso Seminário e para a santificação dos sacerdotes e seminaristas, o que é penhor certo de que sempre terão um sacerdote santo a indicar-lhes o caminho do bem.
Deixamos uma benção ampla e com ela o nosso coração de Pastor agradecido.

Ribeira Quente, 14 de Fevereiro de 1964

Manuel Afonso de Carvalho, Bispo de Angra

ANO 1962 / ARQUIVO PAROQUIAL

No ano de 1962 registaram-se 431 fogos; 76 baptismos; 21 casamentos; 14 óbitos; 376 crianças inscritas na catequese, num total de 2.330 almas. Houve 16.799 comunhões. O rendimento disponível da Igreja 37$521.72; a percentagem diocesana foi de 4$169.08. O produto dos indultos pontifícios foi de 953$50. Houve 200 inscritos na Liga Eucaristica dos Homens, com missa celebrada mensalmente pelos cotizantes. Fez-se o terço colectivo dos homens com prática de formação no dia 13 de cada mês. Foi normal a vida da L.A.C.F., J.A.C. e J.A.C.F. Celebraram-se as festividades do Divino Espirito Santo, promovidas pela mesa da Irmandade para tal erecta. Nas festividades do orago foi pregador o Rev. José Ribeiro Martins. Fez-se o Lausperene com tríduo preparatório e missa cantada no dia final; o pregador foi o Rev. Padre Hermenegildo Oliveira Galante. Pelo ofício solene pelos defuntos da paróquia pregou o Rev. Padre João Raposo Leite. Celebrou-se com a pompa habitual o mês de Maria, do Rosário, de São José, das Almas, do Sagrado Coração de Jesus. Fizeram-se as novenas do Natal, Nossa Senhora da Conceição e do Espírito Santo. Os enfermos foram uma vez visitados solenemente e amiudadas vezes particularmente. Nos Domingos e Festas da Quaresma houve via sacra. Fizeram-se reuniões do curso pré-matrimonial, de mães e de catequistas. Foi fundada a O.V.S. Durante este ano foi concertado o passal com a construção de um quarto de banho, loja para despejo, muralha de protecção, currais, galinheiro e cimentação do pátio de trás. A Igreja foi retelhada, caiada e pintada de novo. Finalmente foi cimentado todo o adro.