quinta-feira, 14 de maio de 2009

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS II


ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA MARÉ VIVA

HISTÓRIA

O nome MARÉ VIVA surge no âmbito de um projecto de
criação de uma Associação Cultural e Desportiva na Freguesia da Ribeira Quente. Por iniciativa de um grupo de jovens, sendo eles Dinis Melo, João Cardoso, Gualberto Rita, Rui Fravica e Mário Fravica, esta Associação é constituída em 16 de Março de 1994, com aprovação da denominação escolhida pelos fundadores Sendo a Ribeira Quente uma Freguesia que se tem vindo a desenvolver significativamente a, a criação de um organismo de carácter associativista, capaz de congregar os interesses de uma população é uma necessidade à qual não nos pudemos alhear, daí a iniciativa de construir a ASSOCIAÇÃO CULTURAL E DESPORTIVA MARÉ VIVA. Deste modo as actividades recreativas, culturais e desportivas levadas a cabo na Freguesia ganharam uma maior dimensão tanto a nível do desenvolvimento local como a nível de projecção para o exterior dos valores que caracterizam esta Freguesia, a qual com o passar dos tempos se tornou um lugar cada vez mais apetecível.

Desde a sua constituição a Associação assumiu a organização dos eventos desportivos que durante o ano decorrem na Freguesia, da qual destacamos os torneios de futebol 5, volley de praia, torneios de bilro…

Em termos culturais as actividades desta associação atingem o seu auge com a realização da Semana do Chicharro que como é do conhecimento geral constitui o principal cartaz turístico da Freguesia, sendo ainda um dos mais importantes pólos de animação do concelho da Povoação. Realçamos ainda o regresso à terra natal dos nossos emigrantes que muito tem contribuído para o desenvolvimento e projecção de Freguesia na diáspora. Durante uma semana a MARÉ VIVA proporciona aos habitantes da Ribeira Quente e a todos os que se deslocam a esta Freguesia momentos de verdadeira animação.

Ao longo dos anos que marcaram a existência da ASSOCIAÇÃO MARÉ VIVA, e sempre com maior incidência na altura da realização da semana do Chicharro, foram levadas a efeito várias actividades culturais como seja a exposição de fotografias alusivas à realidade local, e mais propriamente a pesca, ainda as demonstrações de riqueza da gastronomia local e ainda o lançamento de alguns livros, quer pela ligação dos seus autores a esta terra quer pela temática abordada nos mesmos.

O desporto assume um papel preponderante neste Freguesia como forma de ocupação dos tempos livres e manutenção de hábitos de vida saudável. Esta Associação veio neste contexto revitalizar a prática desportiva na Freguesia quer na organização de eventos desportivos bem como no apoio a deslocações de equipas representativas da Freguesia para o exterior, possibilitando o convívio entre jovens.


(Fonte:http://www.ribeiraquente.com/Associacao%20Mare%20Viva.htm)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS I


ASSOCIAÇÃO SAUDADES DA TERRA QUEBEQUENTE

HISTÓRIA

A ideia de fundar esta Associação, dos naturais da Ribeira Quente a residirem na cidade de Montreal e arredores na província do Quebeque, nasceu logo após o dia 28 de Setembro de 1996, no salão de festas da igreja Santa Cruz, onde foi realizado com o intuito de comemorar os 20 anos de carreira artística do conjunto Sky-Queen e convívio em honra de São Paulo da Ribeira Quente. Este evento foi organizado pelo empresário Luís Arruda.
Foi manifestado um forte desejo por parte de muitos que se encontravam na sala para que eventos destes acontecessem com regularidade.
Entusiasmados com a ideia, inicialmente João Paulino Linhares, Natalina Furtado e Mário Carvalho mais tarde juntaram-se ao grupo António Costa, Liberato Furtado,Angelo Peixoto, Victor Carvalho, José Manuel Pimentel e o João Gonçalo.
No dia 19 de Outubro de 1996 reuniram-se pela primeira vez para preparar a fundação da Associação e definir seus objectivos. Neste dia foi aprovado por todos que a associação iria realizar todos os anos um convívio em Honra de São Paulo e na primavera a festa do chicharro.


Primeira direcção provisória:

Presidente: João Paulino Linhares;

Vice-presidente: Liberato Furtado;

Secretario : Mário Carvalho:

Tesoureiro: António Costa;

Vogais: Natalina Furtado, Victor Carvalho, José Linhares, João Gonçalo, Ângelo Peixoto, José Domingues Silva.


A elaboração dos seus estatutos e legalização da Associação só foi possível graças a colaboração do contabilista Emanuel Linhares Mariense filho de pais naturais da Ribeira Quente.

Foi no dia 15 de Janeiro do ano de 1997 que a Associação Saudades Da Terra Quebequente, foi registada oficialmente na província do Quebeque país Canadá.
Depois de então tem realizado como previsto todos os anos em Abril, Festa do Chicharro, prato principal chicharros fritos. Em Setembro convívio em Honra de São Paulo da Ribeira Quente. Todos os anos têm sido homenageados homens e mulheres oriundos da nossa freguesia e que têm dignificado e sido exemplos de vida para todos nós. Nas suas festas têm dado preferência aos artistas naturais e com ligações afectivas a Ribeira Quente.

Hoje a Associação Saudades da Terra é conhecida em Montreal por ter tido muito sucesso nos eventos que tem organizado, fruto do trabalho dos membros da direcção, familiares e amigos que ao longo de todos estes anos têm dado o melhor dos seus conhecimentos benevolamente, para enaltecer o nome da nossa terra. Têm ajudado com donativos em dinheiro, junta de freguesia, igreja de São Paulo, agrupamento de escuteiros, Mordomia do Espirito Santo, e algumas pessoas que têm tido problemas nas suas vidas pessoais.

Em Montreal tem patrocinado uma equipa de futebol com alguns jovens da Ribeira Quente Club. J.P.

Organizou festas para angariação de fundos para ajuda das vítimas de inundações e catástrofes naturais, que aconteceram na freguesia durante os últimos 10 anos.

Localmente, homenageia todos os defuntos naturais da freguesia enviando flores para o seu funeral.

Todos os anos reune-se em assembleia geral os membros para apresentar contas e eleger os novos membros da direcção.

Tem uma situação financeira muito positiva que garante a continuação das suas actividades no futuro.

Não tem ligação política com nenhum partido tanto no Canada como em Portugal.


Presentemente a Associaçao é Presidida por:

Roberto Carvalho

Vice-Presidente:

Jose Cabral

Tesoureiro:

José Francisco Gafanhoto

Secretario:

Tito Carvalho

Vogais:

Joao Branco

Jerry Arruda

João Gonçalo

Alex Tiburcio

Roberto Abarrota

António Chico


(Fonte:http://www.quebequente.com/quemsomos.html)

ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS E GRUPOS CULTURAIS



ASSOCIAÇÃO SAUDADES DA TERRA - RIBEIRA QUENTE/U.S.A.

HISTÓRIA

A Associação Cultural Saudades da Terra, Ribeira Quente, U.S.A., foi fundada em Setembro de 1995, por iniciativa de um grupo de Ribeiraquentenses radicados nos USA, mais concretamente na cidade de New Bedford. Longe da sua Terra Natal, sentiram a necessidade de estreitar entre si lacos de amizade, de partilharem experiencias vividas, nao so em "Terras do Tio Sam" como em Terras "Lusas" - Ribeira Quente.

O dinamismo deste grupo de pessoas foi gradualmente se expandindo e consequentemente originou uma Associacao.

É uma Associação sem fins lucrativos, cujos principais objectivos visam essencialmente defender e preservar o patrimonio socio-cultural Ribeiraquentense legado pelos nossos antepassados.

É com esta filosofia que se realiza anualmente no mês de Maio o convivio, em que a Direcção da Associação convida uma pessoa natural da Ribeira Quente, que se designa por "Convidado de Honra" que se notabilizou profissionalmente, defensor dos interesses da nossa Terra, levando ao outro lado do Atlântico uma mensagem de saudade, bem como dar conhecimento dos acontecimentos que se passaram ao longo do ano no nosso "Torrão Natal".

Estes convivios servem para aproximar os Ribeiraquentenses, de modo que os mesmos voltam as origens cheios de saudade, alegria e boa disposição para reverem lugares que nunca deixaram de ser deles apesar da distancia. Recordam, com alguma mistica, os tempos que ja la vão, tentando por todos os meios preservar a identidade da cultura, usos, costumes e tradições, porque reconhecem o desafio/ameaças que os tempos modernos representam. Sempre que se realiza o convivio ha sempre aquela alegria, cor, movimento, calor humano e consequentemente, uma maior vontade de viver e recordar tudo aquilo que deixaram para trás, na esperança, porem, de um dia regressar.

É nesta data do convivio que a Associação com muito esforco e dedicacao todos os anos publica um livrinho que é de relevante interesse, nomeadamente em que qualquer pessoa pode dar o seu testemunho de uma longa vida passada, bem como transmitir o que lhe vai na alma, um acto de saudade. E de referir que a Associação comemora tambem um dia festivo e muito apreciado "A Matança do Porco" em que um grupo de pessoas se juntam para mais um ambiente caloroso.

Um dos objectivos tambem da Associação e a atribuição de bolsas de estudo a estudantes, que queiram ingressar no ensino superior.




Fundadores

Daciano DeMelo, presidente;

António Pimentel, vice presidente;

António Jose Pexia, secretário;

Jose DeMelo "Zeca", tesoureiro;

Norberto Alexandre, director.

Eduardo Linhares, director musical;

Antero Coelho, director;

Luis Medeiros, director;

Durval Amaral, director;

Eusébio Rego, director.


(Fonte:http://www.saudadesdaterra.com/historia_da_associacao.htm)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CARACTERIZAÇÃO GEOLÓGICA

Geomorfologia
A ilha de São Miguel é constituída por oito regiões geomorfológicas distintas: • Maciço vulcânico das Sete Cidades; • Região dos Picos; • Maciço vulcânico de Água De Pau (Fogo); • Planalto da Achada das Furnas; • Vulcão das Furnas; • Vulcão da Povoação; • Região da Tronqueira e do Nordeste; • Plataforma Litoral do Norte.

Rede Hidrográfica
Uma parte da freguesia da Ribeira Quente sofre pela rede Hidrográfica existente, quando as condições climatéricas são extremas (Precipitação Elevada) que caracterizam a ilha de São Miguel no Inverno à ocorrência de cheias e derrocadas.


Geologia
A Freguesia da Ribeira Quente (Concelho da Povoação) na zona nordeste da costa sul é constituída por Andesitos e Andesitos Períodotíticos enquanto que na zona noroeste da costa sul é constituída por material Complexo Basáltico Nordeste. O material que abrange a maior parte da Freguesia é os Materiais Piroclásticos e Materiais de Projecção (Cor Salmão), enquanto que na zona centro encontra-se a (Cinzento) Rochas eruptivas, Traquilos e Latilos.


Tectónica
É muito visíveis filões, falhas e deslizamentos na Freguesia. A freguesia situa-se numa área sísmica marcada pela presença de estruturas tectónicas regionais e também pela presença dos sistemas vulcânicos das Furnas e Povoação.

Riscos Geológicos
Dos diversos riscos geológicos existentes destacam-se os movimentos de massas, as cheias e enxurradas e, finalmente, os riscos vulcânicos e sísmicos.

Movimentos de Massas
O território desenvolve-se no sector mais antigo na ilha de S. Miguel. Os movimentos de massa representam geomorfologicamente um dos principais processos activos que se encontram presentes na maior parte das taludes. As áreas de elevada cota, com declives acentuados, proporcionam extensos movimentos de massa, correspondente às enormes quantidades de material deslocado. Por outro lado a alteração geoquímica de importantes formações vulcânicas, ligadas a factores geocronológicos, permitem o aparecimento de algumas áreas geotecnicamente instáveis geralmente em vales apertados.

Cheias e Enxurradas
Ciclicamente, as Ilhas dos Açores são atingidas por cheias e enxurradas. As chuvas intensas, a acção Humana outros factores da natureza geodinâmica contribuem para o desencadear de situações de catástrofe. Em termos recentes, a área foi alvo de diversas cheias que afectam o território. A zona apresenta um perigo elevado de cheias e enxurradas que advêm dos factores de localização geográfica e de configuração topográfica do espaço, que promovem uma elevada precipitação, por vezes torrencial. As características particulares geomorfológicas dendríticas e encaixadas das redes de drenagem de características perenes ou torrenciais e as zonas de acondicionamento dos afluentes acumulam rapidamente grandes quantidades de água. O declive, a altitude das camadas, a vegetação, a cobertura dos solos, e a meteorização contribuem para o agravamento no desenvolvimento de torrentes.

Perigo e risco vulcânico e sísmico
Os sismos, para além de promoverem as conhecidas oscilações no terreno, poderão introduzir, de acordo com diversas características, a formação de movimentos de massa, liquefacção do terreno, avalanches, descontinuidades no terreno ao longo de falhas, tsunamis, cheias resultantes do colapso de taludes e fogos. A propagação das ondas sísmicas parece fazer-se principalmente ao longo das falhas, dos desligamentos e dos filões. A espessura dos depósitos piroclásticos no terreno aumenta a perigosidade, tal como a presença de depósitos aluvionares que poderão amplificar as ondas sísmicas através do fenómeno - “efeito de sítio”.

Uso do Solo
O sistema de Classificação de Capacidade de Uso do Solo é estabelecido com base na identificação das limitações permanentes do solo, ou seja das características do solo que em combinação com o clima execrem um efeito adverso na utilização dos solos. O sistema de Classificação de Capacidade de Uso, desenvolvido por Sampaio, Pinheiro & Madruga (1986), que consta no Quadro XXI , considera 7 classes de uso, em que a intensidade das limitações vai aumentando gradualmente da Classe I para a Classe VII. As primeiras Classes, de I a IV, compreendem os solos aráveis, ocupados por cobertos vegetais permanentes como as pastagens, as plantações florestais ou zonas de matos de vegetação natural.

Geomorfologia e Rede Hidrográfica


Pela análise da distribuição espacial das classes de capacidade de uso do solo na freguesia da Ribeira Quente (concelho Povoação), a partir da Figura

e do Quadro , é de realçar a ausência de solos aráveis (Classes I e IV), o que restringe os potenciais usos a práticas florestais muito pouco existentes face á reduzida capacidade de carga existente e obrigatoriamente valorizantes do ponto de vista ecológico e conservacionista. Porém, face aos valores relativos de ocupação do solo representados no Quadro acima pelas áreas de “Floresta de Produção”, podemos concluir que os usos estabelecidos excedem em larga escala a capacidade que o sistema biofísico tem de os suportar, aumentando assim drasticamente a probabilidade de ocorrência de catástrofes naturais (erosão acentuada, derrocadas e enxurradas, nomeadamente), sendo por essa razão aconselhada uma progressiva reconversão de ocupação do solo actualmente dominante por outra com impacte muito menor, como a plantação de espécies endémicas com carga adequada.

Ecologia
É protegida a zona norte da Ribeira Quente devido à Lagoa das Furnas por ser uma zona húmida onde à muita diversidade de Avifauna, Flora e Habitats.

(Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeira_Quente)

CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÓMICA 1

Actividades Económicas
A condição perante a actividade económica, em conjunto com a distribuição da população por sectores de actividade e profissões da população residente são indicadores que importa cruzar para se obter a caracterização e o perfil da estrutura socioeconómica do Concelho e análise.

Sector Primário
No sector Primário, a pecuária tem uma preponderância excessiva em detrimento da agricultura e exploração florestal. Com menor peso do que a actividade agrícola, as pescas no Concelho da Povoação ocupam 133 pessoas, o que representava 10,8% do total de pescadores da Ilha de São Miguel em 1985. As pescas mantiveram-se muito aquém do desenvolvimento desejável, especialmente por falta de Infra-estruturas de apoio e de embarcações adequadas.Com a construção do novo porto da Ribeira Quente e da Povoação, estas condicionantes são gradualmente ultrapassadas, facto que resultará na modernização do sector e no aumento das capturas, dado que as novas estruturas portuárias potenciarão a reconversão da frota pesqueira.

Pescas
As pescas constituem no concelho de Povoação uma actividade com algum impacto, principalmente na freguesia da Ribeira Quente, uma vez que esta freguesia está associada a grande parte da frota pesqueira de atum na Região Autónoma dos Açores. Existe um número de traineiras associadas a esta freguesia, considerável considerando o contexto regional.

Sector Terciário
Mais significativo ainda é o que se passa no sector terciário onde o concelho de Ponta Delgada concentra, por si só, 72,7% da totalidade dos estabelecimentos comerciais, enquanto que a Povoação detém 5%, maioritariamente retalhistas de produtos alimentares e vestuário. À semelhança do que acontece nos Açores, o concelho da Povoação, no que refere ao sector Terciário, é predominantemente marcado pelo comércio, essencialmente de cariz retalhista e de fraco alcance, tanto a nível do espaço geográfico como da procura potencial que satisfaz, facto para o qual concorre a existência de uma agricultura de índole familiar em que parte da produção se destina ao auto-consumo. Em 1990, a proporção de estabelecimentos retalhistas no total era cerca de 83%. O aparelho comercial caracterizava-se, pela fraca cobertura do espaço geográfico, com aproximadamente 1 estabelecimento por cada 5 km². No que respeita ao Turismo, existem actualmente no concelho 6 unidades a funcionar com um total de 108 quartos e 199 camas. Convém aqui sublinhar que o concelho possui um excelente Campo de Golfe e se esta infra-estrutura for bem enquadrada e optimizada poderá ser uma mola para a rentabilização das estruturas hoteleiras existentes e de outras que brevemente surgirão, captando assim as receitas directas e indirectas para o concelho.

Comércio
O comércio a retalho em estabelecimentos não especializados domina a principal actividade económica exercida pelos estabelecimentos comerciais, deixando para segundo plano o comércio a retalho de outros produtos novos em estabelecimentos especializados. Resumindo, o comércio a retalho, em estabelecimentos não especializados, na Povoação representa 12% do total do comércio da ilha, por número de estabelecimentos. Os estabelecimentos de comércio, manutenção e reparação de veículos automóveis e motociclos e comércio a retalho de combustíveis para veículos, no concelho da Povoação, já começam a apresentar um valor significativo, ou seja, um número de 10, contra 106 do concelho de Ponta Delgada. Relativamente à dimensão dos estabelecimentos comerciais em função de pessoal ao serviço, verifica-se que 63 (84%) dos estabelecimentos apresentam 3 ou menos pessoas, isto num total de 76 estabelecimentos do concelho, o que representa um valor (negativamente) elevado comparativamente com Ponta Delgada (62%) e ainda inferior à média da ilha, onde 68% dos estabelecimentos possuem até 3 pessoas. Na avaliação da dimensão das empresas em função do volume de vendas, 46% destas apresentam facturações inferiores a 49.880 euros, ou seja, um número elevado de empresas de empresas reduzidas, daí podermos inferir que são empresas familiares, que funcionam como empresários em nome individual.

Serviços
Os serviços, têm tido um peso específico crescente ao longo dos anos na actividade económica geral do concelho, quer no que respeita ao produto, quer quanto ao emprego. No concelho da Povoação predomina essencialmente o comércio retalhista em estabelecimentos não especializados, deixando para trás o comércio Grossista, que possui um peso diminuto. Ao nível dos serviços, o concelho dispõe de uma rede de balcões afectos à actividade bancária, que têm vindo a decrescer nos últimos anos, à custa dos efeitos da era informática, tentando aproximar-se da sua clientela sem aumentar os custos de funcionamento e de gestão.

Turismo
No que diz respeito ao turismo, na Ribeira Quente predomina o turismo Balnear, dispondo de uma praia (Praia do Fogo), de um restaurante muito visitado por turistas (Garajau), de um balneário, um Café-Restaurante á beira-mar (Costaneira).

Outros
A educação e saúde representam algum peso no emprego deste concelho, emprego este predominantemente público. O concelho possui um Centro de Saúde, Escolas de Ensino Básico, duas do Ensino Preparatório e uma de Ensino Secundário, bem como uma Escola Técnico Profissional. A saúde privada ainda não possui relevo neste contexto, o que naturalmente poderá resultar numa oportunidade uma vez que as necessidades da população são crescentes e existe uma enorme saturação deste mercado nos centros urbanos.
(Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeira_Quente)





CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÓMICA

Freguesia da Ribeira Quente

População

De acordo com os Censos de 2001, a Freguesia da Ribeira Quente conta com um total de 798 Habitantes é constituída pelas seguintes massas populacionais.

Em síntese, a pirâmide etária do Concelho, que se segue, dá conta de uma repartição mais minuciosa da população por grupos etários, em 2001, tornando perceptível constatar que o equilíbrio entre os sexos não se verifica em boa parte dos grupos etários.

O Escalão dos 10 aos 24 anos são as idades em que destacam a maioria da população (homens, mulheres), já no escalão dos 40 aos 85 ou + anos são as idades em que á um decréscimo da população (homens, mulheres).
A figura abaixo ilustra a evolução populacional da freguesia da Ribeira Quente entre 1900 e 2001.


A Freguesia da Ribeira Quente, tinha 1463 habitantes em 1900, não havendo registos até 1950, altura em que ocorre um aumento dos seus residentes (2126), crescendo ligeiramente até 1960 (2211) e iniciando, á semelhança de todas as outras, um processo de decréscimo da sua população que se prolongou até 2001 (quando registava apenas 798 habitantes).
O quadro seguinte apresenta alguns indicadores demográficos, que permitem observar as dinâmicas de crescimento natural, de natalidade, de mortalidade, de nupcialidade, de divórcio e de envelhecimento da população, no Concelho da Povoação:


O quadro seguinte apresentado mostra a evolução do parque habitacional com a população e com o número de famílias na freguesia da Ribeira Quente, entre 1991 e 2001:

A figura seguinte compara a população residente Empregada e Desempregada na freguesia da Ribeira Quente entre 1991 e 2001: - As taxas de desemprego demonstram um decréscimo significativo, de 1991 para 2001, na freguesia da Ribeira Quente (de 22,5 para 11,5%).

A figura que se segue permite reforçar a ideia de que a Ribeira Quente é uma Freguesia com baixas habilitações escolares.

A figura que se segue permite visualizar a Evolução das Taxas de Analfabetismo da População Residente na Freguesia da Ribeira Quente:

A figura apresentada ilustra a População Desempregada por Níveis de Instrução na Freguesia da Ribeira Quente.
- Na freguesia da Ribeira Quente, a maioria dos desempregados possui apenas o 1º CEB ou o 2º CEB.


O Quadro seguinte apresenta a População Residente Empregada, por Sectores de Actividade Económica, na Freguesia da Ribeira Quente: - O peso maioritário da sua população empregada recai no sector Secundário, embora próximo dos valores dos sectores primário e terciário.

O Quadro seguinte ilustra o número de Alojamentos Familiares Ocupados como Residência Habitual com Infra-estruturas Básicas, na Freguesia da Ribeira Quente:

(Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeira_Quente)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A RIBEIRA QUENTE E OS ATAQUES DA PIRATARIA ARGELINA


"Os Argelinos em 1679 desembarcando à noite de dois xavecos, saltaram na praia da Ribeira Quente, e no portinho do Agrião; contornaram a montanha, e descendo ao raiar da aurora o Vale das Furnas, roubaram alguns carneiros, e volveram para bordo dos xavecos, depois de terem praticado alguns latrocínios na Ribeira Quente.
Os pescadores da Ribeira Quente dando disto aviso aos povos de Ponta Garça, e Vila Franca, marcharam com alguma tropa a estes lugares; porém como as antigas estradas, ou melhor diremos, péssimos carreirinhos, haviam sido obstruídos pelos tremores e cinzeiro do ano de 1630, seguindo a tropa tortuosas veredas, chegou quase à tarde, hora em que nem no horizonte já viam os xavecos.
Indo a Vila Franca, em correição, o Desembargador Luiz Mattoso Soares, assim se expressou no ano de 1682: 'Fui informado que o caminho da Gaiteira para a Ribeira Quente é tão importante, que está provido em muitas correições que se faça o dito caminho, sem até agora se dar comprimento a eles, e tudo se resume em requerimentos, sem se obrar cousa alguma, e ouvidas as dificuldades e a importância deste caminho, não somente necessário para a passagem dos moradores, mas também importante para a defesa desta ilha, para se poder acudir à invasão dos inimigos, que poderão fazer por aquela parte, como se tem experimentado haver entrado os Mouros naquele porto, sem se poder acudir a este dano com a prontidão necessária, por falta do devido caminho que vai para a Povoação; e se me fez queixa, pelo Pároco do lugar de Ponta Garça, que alguns fregueses morreram sem sacramentos por falta destes caminhos; e por eles Oficiais da Câmara, e pessoas da Governança, que se acharam presentes, foi dito: que o dito caminho se poderia fazer com a despesa de 20$000 réis pouco mais, com a ajuda das companhias daquele distrito, o qual caminho se devia fazer com mais conveniência e segurança, por onde se chama a Grota da Amora, até sair aonde se chama a Lobeira, e o Forno, o qual caminho serão obrigados mandar fazer os Oficiais da Câmara.'"

(extraido de Bernardino José de Sena Freitas, Uma Viagem ao Valle das Furnas na Ilha de São Miguel, em Julho de 1840, pp. 7-19, Imprensa Nacional, Lisboa)